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Dois Olhares

"Wovon man nicht sprechen kann, darüber muß man schweigen."

Passei os últimos dois dias a ouvir teólogos, filósofos, cristãos, judeus, islâmicos, hindus... E quanto mais os ouço, mais convicto fico no meu ateísmo. Ouvir um filósofo famoso dizer que não são precisos argumentos para provar deus, parece-me parvo. E no entanto, o senhor é uma grande figura de prestígio. Por esta lógica, quando alguém disser que viu um fantasma, não o precisa de provar. Ou se alguém disser que viu de facto o pai Natal, quem sou eu para dizer o contrário. Dizer que "deus é a melhor explicação para existir algo em vez de nada", não cola comigo. Se há, há. Se não há, não há. Se há, provem-no. Mostrem. Digam onde anda. Rematar um documentário a dizer que "nenhum dos lados tem uma prova irrefutável" é absurdo. Eu tenho uma. Não existe, não há, é uma história de embalar. Como sei? Da mesma forma que descobri quando era miúdo que não podiam sair monstros do meu armário durante a noite.

 Ando a legendar uma série de documentários sobre desastres naturais. E neles é recorrente ver as pessoas a dizerem coisas do estilo: "Só tenho de agradecer a Deus por me ter salvo..." Ora, eu da minha parte ficava muito agradecido caso um tsunami invadisse a minha cidade e eu um dia antes tivesse partido para Berlim. Com toda a minha família e amigos. Ou então, ainda mais directo, caso uma voz do céu me dissesse que no dia seguinte um tornado iria varrer a cidade. E já agora essa voz podia avisar a cidade inteira. Faz-me confusão agradecer a Deus, e não é por ele não existir, mas sim porque foi ele que os colocou lá! Se um criminoso entrar em minha casa e matar os meus pais mas poupar-me, eu certamente não lhe vou agradecer. Pronto, não estou a dizer nada de original ou de interessante. Mas só agora acabei o trabalho. E ele deixa-me louco.

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