Na minha primeira noite de queima tinha 16 anos, e, como qualquer penetra que se preze, entrei gratuitamente pela zona VIP. Ao caminhar, ou melhor, cambalear por entre o labirinto das barracas histéricas era alvo de olhares desconfiados – “Quem é este? E o que raio faz aqui?!”.
Depois, entrei na faculdade. O recinto era a minha casa. Não havia olhares estranhos, apenas caras conhecidas.
Ontem, ao cambalear pelo mesmo labirinto, voltaram os mesmos olhares a mostrar que o recinto já não me pertence. Quem os pode negar? A maior parte deles andavam na primária quando me estreei na queima. Ouch!