Através do António Ribeiro Ferreira o Jornal i publicou duas pérolas:
Que falta faz um jornal de esquerda.
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Através do António Ribeiro Ferreira o Jornal i publicou duas pérolas:
Que falta faz um jornal de esquerda.

"Das Experiment" é um (bom) filme alemão, com passagem pelo Fantasporto, baseada numa experiência científica real conhecida como "A experiência de Stanford". Em ambas as "experiências" uma série de voluntários são escolhidos aleatoriamente para representar o papel de guardas prisionais e de prisioneiros.
Aos guardas prisionais, devidamente equipados com bastões e fardas, são dadas instruções simples: fazer cumprir, com ampla arbitrariedade, as regras de funcionamento da prisão (como por exemplo obrigar os prisioneiros a comerem as refeições todas); e nunca recorrer a qualquer tipo de violência física.
Rapidamente perde-se o controlo, os guardas prisionais, embriagados pelo seu poder e de forma a fazerem cumprir as regras, usam métodos cada vez mais cruéis e humilhantes: retiram aos prisioneiros os seus colchões e roupa, fecham-nos em solitária...
A noção de experiência dissipa-se, os voluntários encarnam os seus papeis: a experiência torna-se realidade.
Será possível concluir que o poder e o sentido de dever imposto por uma autoridade externa sobrepõem-se à análise casuística e à própria personalidade individual. Os fins, vistos como necessários e indispensáveis, legitimam qualquer meio usado para a sua execução, incrementando um zelo que não era expectável. Os que praticam estes actos não se consideram responsáveis, mas tão só cumpridores de uma obrigação.
Não será complicado recolher exemplos em variados graus deste comportamento ao longo da história da humanidade, a vontade do actual Governo ir além da Troika é apenas um deles.
O início do ano corresponder ao primeiro de Janeiro faz tanto sentido como afirmar que 2012 será o fim da crise (Passos Coelho dixit). Custa-me reconhecer qualquer alteração significativa entre 31 de Dezembro e 1 de Janeiro: continua frio, o trabalho é o mesmo; e se não fosse a alteração, apreendida a custo, de um dígito no final da indicação da data nem me aperceberia de que o ano tinha mudado.
No entanto, nem sempre foi assim, em diversas civilizações, entre as quais a romana, o ano começava em Março, o início da Primavera.
Actualmente, porém, defendo que o ano devia começar em Setembro: fim do Verão, fim das férias, um novo fôlego, início da temporada futebolística ou pelo menos fim do mercado de transferências, do ano escolar, das novas séries de TV, os dias começam a ficar mais frios.
Isto sim, são verdadeiras mudanças!
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