Oh tempos, oh costumes!
Até quando, ó Troika, ó Gaspar, ó Passos Coelho, abusarão da nossa paciência? Por quanto tempo ainda hão-de zombar de nós essa vossa loucura? A que extremos se há-de precipitar a vossa audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem a razão, nem os resultados, nada disto conseguiu perturbar-vos? Não sentem que os vossos planos estão à vista de todos?
Mas agora é a toda a República que dirigem abertamente o vosso ataque; são os templos dos deuses imortais, são as casas da cidade, é a vida de todos os cidadãos, é a Europa inteira, é tudo isto que arrastam para a ruína e a devastação.
Mas de que servem as minhas palavras? A vós, como pode alguma coisa fazer-vos dobrar? Como poderão algum dia serem corrigidos?