Quinta-feira, 12.11.09

waving

Nada me apraz dizer sobre a celebração da Queda do Muro, por agora vivo aqui e informei-me dos eventos pela Comunicação Social. Além dos políticos e dos directamente envolvidos nos actos, palpita-me que a maioria dos visitantes não passava de turistas.

 

Poderá ser má ideia não fazer "parte da história" mas não estou aqui de visita esporádica e não é por se celebrar a Queda do Muro que tenho de ter algo a dizer...

 

Como também não é por não estar aí, perto do vosso olhar, que tenho de ter algo a dizer (escrever!). Eu nunca tenho muito a dizer (momento humorístico da noite!) e o que há é de foro bastante mais pessoal. Sendo que por agora os olhares não se cruzam e o facto de viver em Berlim não torna a minha existência metafisicamente diferente e, como tal, não me torna mais confiante na qualidade das ideias que possa querer partilhar, não há nada a acrescentar.

 

Acho curioso que a manifestação que tenha dado origem à Queda simbólica do Muro tenha partido de uma má interpretação de um oficial da RDA. Este facto passa de curioso a irónico quando, nos dias que correm, há muros, metafísicos ou não, que se criam da mesma maneira e sem tanta pompa mediática...

 

Não tenho olhares, apenas factos banais:

 

Fiz pela primeira vez na vida yoga... Algo que estava a adiar há uns bons 5 anos. Mas acho que comecei da pior maneira; com temperatura ambiente de 40 graus. Resisiti, com preserverança e orgulho à primeira hora, os últimos 30 minutos foram passados a meditar, ou seja, a descansar as perninhas!

 

Continuo sem me inscrever num curso de Alemão, pelo que todos os dias sou assolada pelo medo de ter que comunicar na dlta Língua.

 

Devo estar doente porque começo a achar  que não está frio.

 

Nada se passa por aqui e não sei qual vai ser o meu próximo "aqui".

 

Dada a data especial, achei por bem interromper o record que estava a criar...

 

... Ah sim, fui ao mini-concerto dos U2 na Brandenburger Tor, mas isso já sabiam! ;) e posso acrescentar que foi bastante melhor do que o do Mitch!

 

 

publicado por ainquietudedesofia às 20:15 | link do post | comentar
Quinta-feira, 25.06.09

Boa sorte CRG!

 ...

publicado por ainquietudedesofia às 08:07 | link do post | comentar
Segunda-feira, 22.06.09

Posto isto:

"El modelo de vocación profesional que implicaba un proyecto vital de futuro y un destino final conocido, con sus esfuerzos y contraprestaciones, ha desaparecido. Ahora, la incertidumbre se impone en el trabajo y en la pareja y no está claro que la dedicación, el compromiso, el estudio o el título, vayan a tener su correspondiente compensación laboral y social", afirma.

...

 

"Aplican la estrategia de flexibilizar los deseos y de restar compromisos; nada de esfuerzos exorbitantes cuando el beneficio no es seguro. Como el riesgo de frustración es grande, prefieren no descartar nada y definirse poco", explica Eduardo Bericat. A eso, hay que sumar un acusado pragmatismo -nuestros chicos son poco idealistas-, y lo que los expertos llaman el "presentismo", la reforzada predisposición a aprovechar el momento, "aquí y ahora", en cualquier ámbito de la vida cotidiana.

...

 

Más apocalíptico se manifiesta Alain Touraine en el prólogo del libro de José Félix Tezanos. "Nuestra sociedad no tiene mucha confianza en el porvenir puesto que excluye a aquellos que representan el futuro" (...) "Se piensa que los jóvenes van a vivir peor que sus padres", escribe el intelectual francés. Y añade: "Avanzamos hacia una sociedad de extranjeros a nuestra propia sociedad" (...) "Si hay una tendencia fuerte, es que tendremos un mundo de esclavos libres, por un lado, y a un mundo de tecnócratas, por otro" (...) "Los jóvenes tienen que trabajar de manera tan competitiva, que se acaban rompiendo (...) No están sólo desorientados, es que, en realidad, no hay pistas, no hay camino, no hay derecha, izquierda, adelante, detrás".

...

 

"Nadie parece saber, en efecto, con qué se sustituirá la vieja ecuación de la formación-trabajo-estatus estable, si, como pregonan estos sociólogos, la educación en la cultura del esfuerzo toca a su fin y gran parte de los empleos apenas darán para malvivir. Aunque estamos ante una generación pragmática que no ha soñado con cambiar el mundo, muchos estudiosos creen que la juventud no permitirá, sin lucha, la desaparición de la clase media. "El mundo que alumbró la Ilustración, la Revolución francesa y la Revolución industrial está agotado. La superproducción y la superabundancia material en estructuras de gran desigualad social carecen de sentido, hay que repensar muchas cosas, construir otra sociedad", afirma Eduardo Bericat.

 

Las dinámicas encaminadas a establecer nuevas formas de relaciones personales, la búsqueda de una mayor solidaridad y espiritualidad, más allá de los partidos y religiones convencionales, los intentos de combatir la crisis y de conciliar trabajo y familia, el ecologismo y hasta el nihilismo denotan, a su juicio, que algo se mueve en las entretelas de esa generación. "Son alternativas que, aisladamente, pueden resultar peregrinas, pero que, en conjunto, marcan la búsqueda de un nuevo modelo de sociedad", dice el profesor. ¿Será posible que esta juventud supuestamente acomodaticia y refractaria a la utopía sea la llamada a abrir nuevos caminos?

 

 

Generación 'ni-ni': ni estudia ni trabaja in El País

publicado por ainquietudedesofia às 20:10 | link do post | comentar

Em Berlim, à espera que passe...

Desculpa o atraso. Talvez devesse pedir desculpa pelo conteúdo também... Lamento não ter fotos nem grandes histórias ou esperança. A inutilidade da minha existência em Berlim toma vida com estas palavras, através das quais os sentimentos e pensamentos inatingíveis se tornam verdades incontornáveis.

Não estou a fazer nada, não tenho vontade de fazer nada... Palpita-me que não vou fazer nada. São quase 3 os meses de vida em Berlim, sendo que destes, o último já não trouxe incertezas financeiras. E eu continuo sem aulas de Alemão, sem casa nova e sem projectos... Só ideias antigas de projectos de outros.

Berlim, ao contrário de Barcelona, não me traz independência e aventura. Talvez seja eu que tenha trazido para Berlim o facilitismo e comodismo português (?), não! O meu facilitismo e o meu comodismo. Em Berlim estou a repetir os erros do passado, em Berlim não estou a ousar, em Berlim estou a ser a inquietude que desprezo, em Berlim estou à espera que o tempo passe, à espera que o erro seja demasiado óbvio, seja insustentavelmente pesado para o continuar a ignorar. Em Berlim estou a deixar para trás a Sofia que já fui. Não sou Berlim, apenas estou em Berlim.
 

publicado por ainquietudedesofia às 20:07 | link do post | comentar
Segunda-feira, 20.04.09

Curiosidades

 

Aqui

 

Faz hoje 106 anos que reabriu a Universidade de Coimbra, mandada encerrar pelo governo, a 14 de Março de 1903, na sequência da famosa "Revolta do Grelo". Nos dias 8, 9 e 10 de Março de 1903 os fiscais de contribuições exigiram o pagamento do novo ‘imposto de selo’, no valor de 1.300 réis, e, a 11 de Março, as vendedeiras de hortaliça, no Mercado de D. Pedro V, iniciaram uma greve que se estendeu a outros sectores da cidade: indústria, comércio e universidade. Não obstante terem ocorrido fuzilamentos perante a ordem de encerramento da universidade e da intimação a que todos os que não tivessem família na cidade, saíssem de Coimbra no prazo de 24 horas, os estudantes, a 14 de Março, em Assembleia Geral, afirmaram a sua permanência e a continuidade das manifestações de desagrado perante uma lei considerada injusta. Cantou-se ‘A Portuguesa’ e foram feitas aclamações à República. O 'grelo' passou a ser usado pelos estudantes como insígnia da Revolta de 1903 e é ainda hoje usado nas pastas académicas pelos estudantes ‘grelados’.

 

Recentemente, no Porto, as vendedeiras do mercado do Bolhão fizeram uma manifestação, mas nada disso envolveu estudantes universitários, aliás, nos dias que correm, parece que nada envolve estudantes universitários excepto: escândalos pontuais nas ditas ‘praxes’ e complexos turísticos vandalizados. Interrogo-me se as diferenças sociológicas serão o suficiente para explicar isto ou se os guardiões da tradição e dos costumes dos estudantes que ainda usam o ‘grelo’ se terão esquecido do seu significado.

publicado por ainquietudedesofia às 18:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 18.04.09

Boas notícias para eles ;)

Na sequência de dois estudos publicados em Março no New England Journal of Medicine, a Sociedade Europeia de Urologia considerou que os dados são "insuficientes" para recomendar a adopção de um rastreio generalizado do cancro da próstata como medida de saúde pública. Os peritos invocam a possibilidade de um "sobrediagnóstico", que resulte em tratamentos "excessivos".

 

A associação não refere limites de idade (mínimos ou máximos) para o teste de rastreio (geralmente, a vigilância é iniciada aos 50 anos e deixa de ser benéfica a partir dos 70). Assim, a remete-se para o doente e para o médico a decisão individual de fazer o teste e, eventualmente, avançar para um tratamento. Sem convocatória geral à população.

publicado por ainquietudedesofia às 10:44 | link do post | comentar
Sexta-feira, 17.04.09

Não me apetece nada pessoal

"...

 

A mudança não está para acontecer, já aconteceu, mostra Don Tapscott, no livro "Grown up Digital" sobre a geração "pós-baby boomers", que se define por ter sido a primeira a crescer na era digital e que agora tem no máximo 32 anos e no mínimo 11. Porque em todo o mundo a geração digital, "a primeira verdadeiramente global", "já está no mercado de trabalho, em todos os nichos da sociedade". "Está a trazer ao mundo o seu músculo demográfico, a sua agilidade nos media, o seu poder de compra e político, novos modelos de colaboração e familiares, empresariais" - e muitos deles envolveram-se na política pela primeira vez com a campanha presidencial de Barack Obama.

 

Basicamente, o futuro vai depender desta geração e, segundo Tapscott, ela define-se por oito características: os seus elementos "prezam a liberdade e a liberdade de escolha. Querem personalizar as coisas, torná-las deles. São colaboradores naturais, que gostam de uma conversa, não de conferências. Vão escrutiná-lo e à sua empresa. Insistem na integridade. Querem divertir-se, mesmo no trabalho e na escola. A velocidade é normal. A inovação faz parte da vida".

 

                                                                                                                                                     ..."

 

in Ipsilon

 

publicado por ainquietudedesofia às 18:52 | link do post | comentar
Sábado, 28.02.09

"É impensável que, depois de 2001, a cidade tenha eleito um presidente de câmara não só inculto como manifestamente anti-cultural"

Acho que os outros olhares vão gostar disto e pode ser que o JSP inicie um movimento de democracia participativa e cidadania activa nesta área... ;)

publicado por ainquietudedesofia às 16:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 21.02.09

De regresso

E pronto, parece que se não contribuir activamente para a existência deste blog, serei afastada do projecto, convidam-me a sair ou perguntam: - “Então tu afinal ainda estás em força? Fazes parte? És da equipa?”

Ler os posts deixou de ser suficiente, há que participar, há que exercer uma cidadania activa em prol da defesa da democracia do blog e eu, como boa cidadã telecomandada, e porque estou a protelar umas quantas de tarefas, cá estou a escrever.

Quanto a Nova Iorque, que já foi há bastante mais tempo do que parece, devo um grande pedido de desculpas (semi-público) ao JSP, um companheiro de viagem muito paciente mas que eu acho que desiludi um pouco. Quem me conhece, sabe que eu gosto de viajar, é o meu vício e a minha perdição, o meu escape e a minha realização, quando não sei o que fazer lá embarco numa viagenzinha para animar os ânimos, coisa que, normalmente, funciona.

Por muitos e variados condicionalismos, esta viagem a dois a Nova Iorque conheceu alguns percalços; duvidámos muitas vezes se a devíamos realizar e apesar de, armados em optimistas, nos metermos no avião que não amarou, eu continuava a achar que não devia estar a fazer aquilo. Convenhamos - desempregada e com pouco fundo de maneio! A ida a Nova Iorque, era (foi) um abalo às minhas, já de si muito abaladas, finanças. Mas fui, com a certeza de que uma vez lá, nem sequer me lembraria dos ditos condicionalismos. A viagem correu muito bem, apesar do frio e do recolher um pouco prematuro e da nossa falta de visão no que toca à diversão nocturna... Por falar nisso Jorge, na Bleecker Str havia um teatro com espectáculos de stand-up comedy.

O certo é que, apesar de tudo, às vezes lá pensava que não devia estar ali e me senti culpada. Felizmente não influenciei o JSP ou ele disfarçou, aka mentiu, muito bem.

E como me estou a pôr em dia com os assuntos do blog:  – “Concordo com a mudança; ninguém está em Barcelona ou quer ir para lá.” Parece, aliás, que o plano geral é ficar pelo Porto, pela minha parte, garanto que até Abril terão a oportunidade de sobrepor a Torre dos Clérigos a uma imagem de qualquer outra cidade, ainda não sei qual mas alguma há-de ser.

Sim, porque ao contrário de algumas acusações recentes, eu nem sempre baixo os braços, nem sempre me queixo e quase nunca espero o pior. Penso no pior, o que não significa que ache que vai acontecer. E pelo meu percurso também é fácil adivinhar que já podia ter desistido há mais tempo, ter menos preocupações e contentar-me com muito menos do que o que sonhei. Se acho que o percurso é difícil? – Acho! Se também acho que em alguns aspectos é mais difícil para mim? - Sem dúvida! Mas se o sentimento de realização é recompensa suficiente... - Absolutamente! Só não sei dizer se não recompensaria mais se grande parte do percurso não fosse a solo...

Eu não me considero uma pessimista, quando muito uma optimista com grandes doses de realismo e, como é do conhecimento geral, cada um lida com as coisas à sua maneira. O facto de não falar delas não ajuda, ou a mim não me ajuda, tentei – aliás qualquer manifestação de fraqueza é para mim  uma derrota. Cheguei à conclusão de que não era solução e comecei a partilhar, se partilhei demais e se o que havia a partilhar era negativo? - Pode ser... Se pedi ajuda? - É verdade. Se me queixei e lamentei muito? E se estou a recuperar? - Claro que sim! E os projectos são mais do que muitos.

E é muito provável que isso tenha acontecido porque tirei muita coisa do sistema, porque me repeti até à exaustão, porque não aceitei por muito tempo e parti do princípio que quando estivesse a ser insuportável alguém me avisaria.

Parece que fui insuportável mas só o soube depois, tentarei não repetir a graça apesar de o ser insuportável me ajudar, sempre preferi a raiva à tristeza. Mas fico desde já avisada e agora só partilho as coisas bonitas, alegres e cor-de-rosa – acho que vou ter de vasculhar no baú. E, na minha muito modesta opinião, se já nos conhecemos tão mal, afinal o essencial é invisível aos olhos, não é por deixar de partilhar o pior de nós que tudo se acondiciona da melhor forma.  Além de que há muitos disfarces para um pedido, quiçá desesperado, de ajuda.

E agora as mudanças, e a palavra preferida do CRG – hercúlea ;)

Agrada-me saber que há tanta mudança na vida alheia, espero também que seja uma mudança desejada. Tenho este medo irracional de optar por caminhos que não escolhi, de facilitar mudanças que não previ ou desejei. Parece-me que, ao contrário do CRG, que está envolvido na mudança e que é parte da acção da mesma eu movo-me num mundo que me parece exactamente igual. Até eu permaneço igual e mesmo assim as peças que miraculosamente funcionavam nesse mundo imóvel e imutável deixaram de funcionar, terá sido a passagem do tempo?

Poderá existir algo como uma mudança devido à inacção? Ou melhor, mudança provocada pela imutabilidade?

Eu acredito que o Porto é a minha casa e, no entanto, aqui mais do que em outro lado, a minha vida “é um andar solitário entre a gente”.

PS – Eu não digo que a Scarlet não seja uma deusa moderna, ainda assim, não acho que a fotografia escolhida seja a melhor representação da figura. Compreendo, contudo, que as hormonas masculinas sejam “exigentes”...
 

publicado por ainquietudedesofia às 14:35 | link do post | comentar
Terça-feira, 20.11.07

Feliz cumple!

Bem-vindo ao clube dos 24, Jorge. : )
publicado por ainquietudedesofia às 08:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 14.11.07

Antes que o gajo se antecipe e comece a falar de Londres...

Como tenho alguns dons escondidos adivinhei que o menino Jorge dentro em breve irá 'blogar' sobre a sua experiência em Londres. ( Reparem como eu pude adivinhar, no passado, uma acção que ainda não aconteceu e à qual me refiro no futuro... O Jorge irá, certamente, negar que, no futuro, a acção em causa ia ocorrer , ou seja, tornar-se no presente.)

Enfim...

Em minha defesa, e do CRG, que, como eu, nunca esteve em Londres, quero dizer que nós não somos esse tipo de turistas. Não somos gente de ir na Ryanair para Londres e andar a contar os pence. Na, na! E também não queremos saber dessas coisas de Sol em Londres, aliás isso só pode querer dizer que o Jorge se enganou na cidade. Onde é que já se ouviu falar de Sol por aqueles lados? E se tal improbabilidade deveras aconteceu, e eu duvido, a experiência perdeu todo o espírito londrino. E se vens para aqui dizer que não foi caro, aí sim, perderás toda a credibilidade! ;)

Se dúvidas houvesse, eu estou com dor de côto e, por associação e solidariedade, o CRG também.

Em defesa da verdade (e dos bons costumes), devo adiantar que quando formos a Londres, que iremos, será um mero lugar de passagem. Assim tipo uma semaninha antes de ir a NY, não é CRG? Não é?...

Ainda bem que gostaste, Jorge! ;) Aguardo mais pormenores e até algumas dicas. *
publicado por ainquietudedesofia às 22:54 | link do post | comentar
Domingo, 04.11.07

Eu bem queria ser sucinta...

Antes de tentar acrescentar algo a este último tema que parece ser o da idade - coisa rara para jovens de 24 anos (pronto Jorge, quase 24!), tenho de fazer dois pequenos apontamentos:

1 - Admiro a capacidade do CRG que sempre pondera muito bem antes de escrever e que pensa e articula as ideias para as transmitir, nem sempre com elevada exactidão mas sempre com a síntese que o caracteriza. É esta qualidade que sempre me intimida quando tento dar seguimento ao que aqui se escreve, a minha resposta tende a ser muito pessoal e imediata ou impulsiva. O que escrevo hoje e agora poder-se-ia não aplicar se escrevesse uns dias ou apenas umas horas mais tarde.

2 - E agora um puxão de orelhas; - Sim senhor, menino Jorge! Acha bonito? É que eu não acho nada bem que se repitam conteúdos em blogs distintos. Se queres participar neste, pelo menos brinda-nos com ideias diferentes. Aliás, nem te peço tanto, só gostava que não repetisses posts porque não acho nada bem. E tu, que és da área da produção artística/cultural, mais cuidado devias ter. Ou achas que as audiências se satisfazem com esta repetição insípida? Merecem mais! Vá lá, nós sabemos que tens algo em ti, solta-o cá para fora, até porque tempo livre nao te falta. ;) (Ui! será que fui sarcástica ou irónica?!)

Posto isto irei então escrever sobre algo que ainda não está definido mas que tentará dar algum seguimento aos posts anteriores e, como tudo que escrevo ou digo, não passará de uma opinão pessoal, influenciada por sabe-se lá o quê.

Parece-me que o pesar dos prós e contras de cada situação é algo louvável, mostra que temos dois dedos de testa e que nos preocupamos com as acções que queremos ou não tomar. E conhecendo um pouca da tua vida, não sei até que ponto te limitaste à inércia CRG. Eu cá acho que o nosso cérebro tem coisas fantásticas e se não escolheste até agora foi porque não querias escolher e aquilo a que tu chamas de inércia tem muito de acção e de livre-arbítrio. 

O Jorge fala em envelhecer eu gosto mais de 'construção de pessoa'. ;) E uma das coisas que tenho vindo a aprender é que tentar escolher um determinado caminho é, muitas vezes, um desperdício de tempo. Percebo agora que grande parte das minhas decisões foram tomadas imediatamente e todo o moroso processo que depois se seguiu não passou de um exercício racional através do qual queria justificar a minha decisão emocional e, em alguns casos, fazer a devida argumentação lógica aos progenitores preocupados.

Por estes dias continuo a pensar sobre as assuntos antes de escolher, admito, contudo, que me preocupo mais com as coisas práticas do quotidiano porque nessas é que é importante pesar os prós e contras: para saber se isto é um bom negócio ou se aquilo é um bom investimento. Será que encontrarei algo melhor se procurar mais?

Fora isto, todas as outras questões são decididas impulsiva e momentaneamente e apenas porque num terminado nanosegundo da minha existência, o meu cérebro me fez crer que aquela seria a opção correcta. Se a intuição é cerebral, imagino que haja alguma lógica em tudo isto, se não é , não sei bem em que tenho baseado o rumo da minha vida nos útimos tempos.

Continuo sem saber se há opções correctas ou erradas mas neste percurso que é a minha construção de pessoa, alguma coisa devo ter feito bem, especialmente porque deixei de pensar obsessivamente nos meus tempos de primária. Durante muito tempo acreditei que aquele tinha sido o melhor período da minha vida, actualmente acredito que esse período ainda vai chegar...
publicado por ainquietudedesofia às 20:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 25.10.07

Já se escrevia mais qualquer coisa, não?!

Bem sei que não criámos este espaço virtual, que a mim me parece tão real, para escrever os nossos diários e os nossos pensamentos rotineiros a cada minuto, mas só porque temos vidas muito ocupadas. Ainda assim, acho que já se dava algum uso aos fabulosos computadores que possuímos, todos da família Apple, e engane-se quem pense que somos artistas, só o Jorge é que tem a mania... O que estou a tentar fazer os meninos do lado de lá ver é que sem movimento não há acção ou sem acção não há movimento, sei lá. Saiamos (será esta a forma verbal correcta?) desta modorra e partilhem ideias, até porque não é difícil escrever sobre assuntos sérios, aka, chatos: - a possível capitulação do BCP. - o depotismo governamental. - a inércia económica e social portuguesa. Ou menos sérios: - planos para o ano novo. - a chegada do Outono - a marmelada, a geleia e as castanhas. Fico à espera. Beijo *
publicado por ainquietudedesofia às 21:53 | link do post | comentar
Quarta-feira, 17.10.07

O outro lado

Mas será que nunca se atinge o nível ideal do que quer que seja? E eu até sou bastante consciente no que toca às questões ambientais, já acreditei mais numa solução, é verdade, mas não deixo de reparar nos desperdícios ou pensar em formas de os controlar. Começo, apesar de tudo, a achar que há uma certa perseguição porque, ao que parece, umas das questões actuais no que toca à poluição é o turismo. Agora os grandes senhores que protegem o verde que ainda resta neste mundo querem controlar o volume de viagens de avião que conheceu um aumento exponencial nos últimos tempos sobretudo, dizem eles, devido ao nascimento e desenvolvimento das low-cost. E é justo. O avião é um meio de transporte altamente poluente, a minha dúvida, ou inquietude se preferirem ;), é porque não se fala no aumento do volume de viagens de avião quando estas são relacionadas com os negócios em geral e não o negócio particular do turismo. Ou ninguém repara nas crescentes viagens de e para a China e Índia (entre outros destinos) ou no desenvolvimento das respectivas economias motivadas, em grande parte, por interesses e investimentos ocidentais? Ou será que o nosso interesse nessas economias emergentes não tem a sua quota parte de contribuição para os tão falados e apocalípticos gases que provocam o efeito de estufa?! Não falando nas viagens de cá para lá e de lá para cá que se fazem dentro do continente europeu sob os auspícios de formações e apresentações e feiras disto e daquilo...

Porque será que sempre que encontramos algo que nos satisfaz de alguma forma descobrimos ao mesmo tempo, ou com um ligeiro atraso, o outro lado? E porque é que há sempre duas faces de um mesmo assunto?

 

Ps: Sim, eu tenho interesses particulares nisto das viagens : )

 

Ps2: Pelo que percebo o Al Gore ‘ganhou’ o Nobel pela mensagem do documentário 'Uma verdade inconveniente’ . É de mim ou ele andou a percorrer meio mundo de avião? (e acho que também teve uma conta de luz astronómica,  o que vale é que ele, além de defender o ambiente, tem dinheiro para pagar as contas...)

publicado por ainquietudedesofia às 20:38 | link do post | comentar
Terça-feira, 09.10.07

De lá para cá

Porque há sempre mais do que dois a querer olhar, sobre as mesmas coisas ou não, temos mais um convidado. Auto-convidado será mais adequado. ;)
Os fundadores acham que ele se podia ter feito ao projecto um bocado mais cedo, põe-se-nos agora o problema do nome do blog. Mas como somos um bando (será que três já chega para criar um bando?) de desenrascados e cada um está na sua margem as coisas até não funcionam mal. Eles são os infiltrados, o olhar deles vem de quem vive dentro, de quem vive lá e o meu é o olhar de cá, que olha com muita curiosidade e saudade para lá.

E sim, não temos planos para fazer nada grandioso, só nos queremos manter em contacto e escrever sobre aquilo de que passamos a vida a falar.
publicado por ainquietudedesofia às 20:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Memória

Face a tal tipo de provocação, terei de começar de uma forma quase insultuosa. Primeiro não acho que a fotografia escolhida seja representativa do Porto, nem na altura nem agora, apesar de, confesso, ainda não conhecer bem a nova ‘ágora’ da cidade.

Para mim a memória do Porto será sempre a incontornável ribeira, o rio e as pontes. Não há nada que me acalme mais o espírito inquieto do que aquela visão. A certeza granítica da cidade, avessa a mudanças, aquilo que, espero, sejam as mesmas ruas, as minhas ruas.

Muitas vezes me incomodo com os espaços desertos, desabitados e abandonados do Porto, tal qual disco riscado, estou sempre a falar das inúmeras potencialidades da Baixa do Porto e do centro vibrante em que todo aquele património se pode tornar. Imagino aquelas escadas e escadinhas cheias de gente com destino certo e seguro, quer seja para casa ou um qualquer novo bar, galeria, loja…

E, ao mesmo tempo, receio esse mesmo movimento. Por vezes acredito que, como portuense, como portuguesa, me agrada o incompleto, o meio vazio e não o meio cheio e que, face às recentes expectativas e propostas de turismo para a cidade, recuo nas minhas certezas de desenvolvimento. Acho que não se pode negar o imenso potencial do Porto enquanto destino turístico, mais do que da cidade, falo de região, da macro-região que é o Douro ou o Norte. As vinhas, os castelos, as paisagens, as gentes e a cultura, imagino que uma boa política de posicionamento de mercado podia fazer maravilhas, não negando o grande empurrão que o aeroporto e as low-cost podem dar ou já deram.

Mas afirmar que o Porto pode competir no mesmo plano que cidades como Barcelona, Praga ou Budapeste, como se reiterou numa notícia do ‘Público’ no passado Domingo parece-me ridículo (que não é bem uma opinião, nem tão pouco uma postura – é mais como um 'bitaite'). Não tenciono falar com propriedade, que não tenho, mas a verdade é que, bem ou mal, conheço as três cidades, quatro cidades em questão, duas bem melhor do que as outras e nem sequer entendo como Barcelona, Budapeste e Praga podem estar inseridas na mesma categoria.

Mas o Porto ao nível de Barcelona?! Será que estão a querer que o Porto perca o seu carácter? Eu gosto de pensar que Barcelona já foi uma uma grande cidade e que a atmosfera que aqui se vivia inspirou esta corrente de turismo contínua e crescente da  última década. Mas querer que o Porto seja assim não me parece solução para nada. E defendo que, por muito que se possa contestar o turismo de massas, não se pode negar a abertura de espaços e mentalidades que permitiu, particularmente na Europa. 

Mas há limites e temo que Barcelona tenha encontrado o seu, o turismo de pouca qualidade em que o custo é o primeiro e único factor de a ser considerado vingou nesta metrópole. No fundo o que quero dizer é que prefiro algumas ruas do Porto desertas a este amontoado amorfo de gente.

Sim, não nos distinguimos por uma visão excepcionalmente liberal do quotidiano. Sim, a nossa oferta cultural não nos coloca nos principais palcos europeus e as nossas praias não primam pelas temperatures elevadas e brisas amenas, mas há algo. Há algo mais do que tudo isto e que não sei bem expicar, talvez seja por ser do Porto. É impossível ser imune a essa aura, não sei se será o tempo, como diz o CRG, eu acredito mais nas gentes ou quem sabe uma mistura destes dois factores e de muitos outros que agora me escapam.

E mais do uma crise do Porto, acredito numa crise das gentes do Porto, que se esqueceram da cidade e de si mesmos, do seu potencial conjunto, e que assistem, contidos, à alteração da morfolgia e pulsar da cidade.

Praga não está no mesmo campeonato e é muito mais do que uma paisagem bonita, está numa encruzilhada entre o novo Ocidente e o antigo Leste. Sobreviveu à Guerra e por isso desperta curiosidade. Ver a ‘Ponte Carlos’ e o castelo num qualquer entardecer de Inverno fez-me duvidar. Achava que tinha encontrado uma verdadeira competição para a minha memória, talvez…

No entanto, que gosto de pensar que alguém ao ver o ‘velho casario’ duvide das suas prórias memórias e certezas.
publicado por ainquietudedesofia às 20:36 | link do post | comentar
Sábado, 06.10.07

Porque nós somos dois e '4 olhos' nos parecia um nome pouco atractivo...


Se toda esta iniciativa do outro olhar deste blog chegar a bom porto e se conseguirmos escrever regularmente sobre temas que interessem a mais outras duas pessoas acho que terá sido uma boa experiência ou, pelo menos, tentativa de experiência.

Eu, que sou o olhar convidado, tenho tempo de sobra. Ideias de génio é que já não me sobram, por isso a falta de conteúdo dever-se-á à peguiça ou ao facto de só pensar e querer escrever sobre assuntos que não interessam a ninguém, nem sequer a mim. E que, contudo, me fazem sentir curiosa.

Tentamos ter um reunião sobre a política editorial que deveriamos adoptar e nem sequer acordámos qual o primeiro tema a tratar, o pontapé de saída. Se eu fosse machista dizia que a bola estava do lado dele... Tão pouco sabemos se os respectivios olhares serão assim tão diferentes. Somos duas pessoas, e isto não é um projecto de alguém com transtorno dissociativo de personalidade, mas nem sei dizer até que ponto os olhares serão assim tão diferentes; não são iguais mas cruzam-se e sobrepõem-se muitas vezes.  Também não acredito que dizer que um olhar é feminino e outro é masculino ajude, uma vez que nos tempos que correm essas barreiras já não limitam ou definem o que quer que seja, fruto dos tempos e das vontades.

E eu, como sempre tive mais jeito para responder do que para sugerir ou perguntar, fico a aguardar o seguinte post para ter oportunidade de contrariar e provocar...
publicado por ainquietudedesofia às 11:54 | link do post | comentar

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