Quinta-feira, 19.09.13

É a política, estúpido!

"A austeridade pode ser autodestrutiva" e "as medidas tomadas foram contraproducentes" são conclusões óbvias, previstos por economistas keynesianos e comprovadas pela realidade.


Na verdade, tais conclusões apenas são surpreendentes e dignas de notícia porque constam do relatório elaborado pela equipa do economista-chefe de uma instituição (FMI), que não só é uma das principais promotoras desta via, como, pelos relatos, pretende manter essa mesma política autodestrutiva e contraproducente.


Como escreveu Ralph Ellison, "Without the possibility of action, all knowledge comes to one labeled "file and forget". E, é esta impossibilidade de acção que deveria servir de aviso para todos aqueles que olham para a política com desdém. Ter razão não é suficiente.

 

Enquanto não for combatido e vencido este bloqueio todos os estudos, toda a realidade, todo o conhecimento acabam por ser arquivados e esquecidos.

 

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Sexta-feira, 20.01.12

"Por falar em socialismo lá porque alguém o apregoa não quer dizer que não esteja a dizer coisas à toa."

Sócrates diz que não governa com a troika. Sócrates assina o pacto com a troika.

 

Seguro faz uma abstenção violenta.

 

João Proença faz discurso violento contra a troika. João Proença é dirigente do PS, partido que assinou a troika.

 

UGT participa em greve geral, UGT assina a concertação social. Francisco Assis diz que a UGT prestou um grande serviço ao país.

 

Daniel Bessa, ex-ministro do Guterres, elogia a persistência do Ministério da Economia e a coragem de João Proença.

 

Na lei da procriação medicamente assistida, Carlos Zorrinho e a ex-ministra da Igualdade Maria de Belém querem manter a restrição a casais heterossexuais, casados ou em união de facto.

 

Este PS é oposição ao PSD em quê? Digam lá quantas vezes adormecerá o Passos Coelho com dores de cabeça por causa do PS? Vergonhoso.

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publicado por JSP às 14:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 29.11.11

O discurso que gostava de ter ouvido durante esta crise...

Esta é preeminentemente o momento de falar a verdade, toda a verdade, francamente e corajosamente. Nem precisamos de recuar para honestamente enfrentar as condições do nosso país hoje. Esta grande nação resistirá como resistiu, revive e vai prosperar. Então, em primeiro lugar, deixe-me afirmar a minha firme convicção de que a única coisa que devemos temer é o próprio medo, sem nome, irracional, o terror injustificado que paralisa os esforços necessários para converter a retirada em avanço. (...)

 

(...) as nossas dificuldades comuns. Dizem respeito, graças a Deus, apenas a coisas materiais. Valores recuaram para níveis assoladores, os impostos subiram, a nossa capacidade de pagar caiu; governo de todos os tipos viu os seus níveis de rendimento reduzidos; as trocas comerciais congelados; a indústria estagnada; agricultores não encontram mercados para seus produtos, as economias de milhares de famílias se evaporaram.

 

Mais importante, um grande número de cidadãos desempregados enfrentam o problema sombrio da sobrevivência, e um número igualmente elevado trabalha com pouco retorno. Somente um optimista tolo pode negar as realidades complicadas do momento.

 

(...) Face ao fracasso de crédito a solução que propõem é apenas emprestar ainda mais dinheiro. Despojado da atracção do lucro pelo qual induziram o nosso povo a seguir a sua liderança falsa, eles recorreram às exortações, implorando em lágrimas para que a confiança seja restabelecida. Eles sabem apenas as regras de uma geração de individualistasEles não têm visão, e quando não há visão o povo perece.

 

Os especuladores e gurus do mercado fugiram dos seus tronos elevados no templo da nossa civilização. Podemos agora restaurar esse templo às verdades antigas. A medida da restauração encontra-se na medida em que aplicamos os valores sociais mais nobres do que mero lucro monetário.

 

A felicidade não se encontra na mera posse de dinheiro, reside na alegria da conquista, na emoção do esforço criativo. A alegria e a estimulação moral do trabalho não devem ser esquecidas na perseguição louca de lucros evanescentes. Estes dias escuros valerão a pena tudo o que nos custou, se eles nos ensinarem que o nosso verdadeiro destino não é para sermos servidos mas para servir a nós mesmos e aos nossos semelhantes.

 

O reconhecimento da falsidade da riqueza material como o padrão de sucesso anda de mãos dadas com o abandono da falsa crença de que o cargo público e a posição política devem ser avaliados apenas pelos padrões de orgulho do lugar e do lucro pessoal; e tem que chegar ao fim uma conduta no sector bancário e nos negócios que muitas vezes confundiu confiança com a transgressão insensível e egoísta. (...)

 

A nossa maior tarefa primordial é colocar as pessoas a trabalhar. Este não é um problema insolúvel se for enfrentado com sabedoria e coragem. Pode ser realizado em parte através do recrutamento directo pelo próprio Governo, tratando a tarefa como nós trataríamos a emergência de uma guerra, mas ao mesmo tempo, através deste trabalho, realizando projectos essenciais para estimular e reorganizar o uso do nosso naturais recursos.

 

Ao mesmo tempo, devemos francamente reconhecer o desequilíbrio da população nos nossos centros industriais e, fazendo uma redistribuição, esforçar-se por proporcionar uma melhor utilização da terra (...). Ele pode ser realizado pelo planeamento nacional e supervisão de todas as formas de transporte e de comunicações e outros serviços que tenham um carácter definitivamente público. Há muitas maneiras em que podem ajudar, mas nunca pode ser efectuado meramente falando sobre isso. Temos que agir e agir rapidamente.

 

Finalmente, no caminho para a retoma do trabalho, torna-se necessária a existência de duas salvaguardas contra um retorno dos males da velha ordem; deve haver uma estrita supervisão de todos os serviços bancários e de créditos e investimentos, deve haver um fim à especulação com o dinheiro de outras pessoas, e deve haver disposição para uma moeda adequada e credível. (...)

 

Discurso de posse de Franklin D. Roosevelt (tradução minha)

publicado por CRG às 13:02 | link do post | comentar
Segunda-feira, 14.11.11

Eu não sou chinês sou português (Duarte e Companhia)

No dia 9 de Novembro de 1989, o Muro de Berlim começou a ser derrubado, marcando o início do fim da Guerra Fria. Um fim surpreendente para um conflito que durara quatro décadas. Ninguém imaginava que um dos blocos implodiria por si, muitos julgavam que iria assistir-se a uma simbiose entre os dois modelos de desenvolvimento, uma síntese hegeliana.

 

O instinto estava correcto mas não ocorreu com a antí-tese imaginada. Em vez de existir uma sintese com o sistema soviético estamos a assistir uma síntese com o sistema chinês.

 

A partir do 1980, os governantes chineses foram sucessivamente substituidos por tecnocratas, fieis ao partido único, mas com um saber técnico e profissional que faltava aos "revolucionários originários". Esta alteração trouxe importantes implicações ao sistema político chinês (o original pode ser encontrado aqui):

 

- Em primeiro lugar, os actuais líderes chineses tendem a pensar que a política é como um projecto de engenharia, cada problema tem uma solução, e quando a solução é encontrada, o caminho para a verdade deve ser claramente seguido, não sendo sujeito a quaisquer vozes dissidentes;

 

- Em segundo lugar, a política, ao invés de um processo aberto em que as pessoas devem participar, se torna uma questão de engenharia social, com limites claros e soluções certas. Em algum grau, a elite na China têm praticado uma política de anti-política, isto é, tentando acabar com a deliberação, conflito e participação;

 

Em terceiro lugar, as elites chinesas sentem-se muito confortaveis na execução da política de projectos: Mega-projectos são o melhor local para demonstrar seus conhecimentos e legitimidade, procurar promoção, mostrando suas realizações, e também para mergulhar os dedos no cofre do Estado de suborno;


- Em quarto, o crescimento económico e prosperidade material são a marca registada de sucesso, os politicos chineses têm extrema dificuldade em compreender que as pessoas têm necessidades espirituais além do ateísmo e do materialismo;

 

Ora, ao olhar para o que se assiste diariamente na Europa e no mundo ocidental verifica-se que estamos a caminhar neste sentido. Um futuro com menos direitos, mais horas de trabalho e pior remunerado, o esvaziamento do discurso político e da legitimação pelo voto, por um poder tecnocrata alheado das aspirações dos eleitores.

publicado por CRG às 18:39 | link do post | comentar
Terça-feira, 08.11.11

Lost generation

 

No fim da adolescência há uma pressa de sair, uma vontade de partir, seja por onde for, largar por aí fora, pelas ondas, pelo perigo, pelo mar, pelas noites misteriosas e fundas. Ir, ir, ir, ir de vez! Uma vida cheia de ânsias que a realidade ainda não estreitou. 

 

Mas a realidade chega e envolve as ânsias num suave torpor; afunila o horizonte; ancora os desejos. Nascem raízes - boas raízes. Estas crescem, tornam-se cada vez mais profundas, agarram e embalam-nos. O desejo de partir não desaparece, modifica-se: a viagem é sempre de ida e volta.

 

E se essa realidade não chegar? Se o solo pátrio não permitir que as raízes penetrem no seu ventre, agora, árido e infértil? Centenas, milhares de jovens obrigados a emigrar. Um êxodo. Um desperdício dos melhores e mais capazes. Uma geração perdida.

publicado por CRG às 10:05 | link do post | comentar
Sábado, 10.09.11

A reaccionarice anda aí.

Através do António Ribeiro Ferreira o Jornal i publicou duas pérolas:

 

Aqui e aqui.

 

Que falta faz um jornal de esquerda.

 

 

 

publicado por JSP às 18:51 | link do post | comentar
Quarta-feira, 07.09.11

Das experiment

 

"Das Experiment" é um (bom) filme alemão, com passagem pelo Fantasporto, baseada numa experiência científica real conhecida como "A experiência de Stanford". Em ambas as "experiências" uma série de voluntários são escolhidos aleatoriamente para representar o papel de guardas prisionais e de prisioneiros.

 

Aos guardas prisionais, devidamente equipados com bastões e fardas, são dadas instruções simples: fazer cumprir, com ampla arbitrariedade, as regras de funcionamento da prisão (como por exemplo obrigar os prisioneiros a comerem as refeições todas); e nunca recorrer a qualquer tipo de violência física.

 

Rapidamente perde-se o controlo, os guardas prisionais, embriagados pelo seu poder e de forma a fazerem cumprir as regras, usam métodos cada vez mais cruéis e humilhantes: retiram aos prisioneiros os seus colchões e roupa, fecham-nos em solitária...

 

A noção de experiência dissipa-se, os voluntários encarnam os seus papeis: a experiência torna-se realidade.

 

Será possível concluir que o poder e o sentido de dever imposto por uma autoridade externa sobrepõem-se à análise casuística e à própria personalidade individual. Os fins, vistos como necessários e indispensáveis, legitimam qualquer meio usado para a sua execução, incrementando um zelo que não era expectável. Os que praticam estes actos não se consideram responsáveis, mas tão só cumpridores de uma obrigação.

 

Não será complicado recolher exemplos em variados graus deste comportamento ao longo da história da humanidade, a vontade do actual Governo ir além da Troika é apenas um deles.

publicado por CRG às 15:46 | link do post | comentar
Terça-feira, 06.09.11

Antes de tomarem posição sobre a privatização da Saúde vejam este vídeo...

publicado por CRG às 10:42 | link do post | comentar
Segunda-feira, 29.08.11

Yossarian vive...

 

Numa das grandes obras literárias de sempre (sendo certo que sou dado a exageros, neste caso considero esta frase um tudo ou nada ponderada), Yossarian, a personagem principal de "Catch - 22", é confrontada não só com o absurdo da guerra e da própria existência, mas sobretudo com a forma como a guerra é aproveitada, sob o manto de patriotismo e bem comum, para favorecimento pessoal: as personagens de chefia, e não só, procuram satisfazer as suas necessidades individuais, quer estas sejam de riqueza, quer sejam de glória.

 

Este impulso individualista, uma das conquistas mais importantes do iluminismo, tem vindo a tornar-se pouco a pouco homogéneo no nosso pensamento, sobrepondo-se à ideia de família, comunidade, sociedade, cujos laços são cada vez mais ténues. Porventura como reacção aos sistemas totalitários que procuravam a sobreposição do Estado sob o indivíduo, diluindo-o numa massa seguidora e acrítica, este individualismo foi acelerado no pós 2ª Guerra Mundial.

 

Um dos pequenos pormenores que exemplificam esta tendência são os desportos mais recentes, os denominados desportos radicais, que rejeitam o colectivo ou o diálogo com o adversário, como o ténis, e procuram apenas o grau de perícia individual do praticante.

 

Este impulso, em vez de ser domado e usado com parcimónia, foi objecto de celebração; fundamentado numa teoria utilitarista, foi difundido a ideia de que o bem comum é o resultado do maior número de necessidades individuais saciadas. Parte da crise actual está assente neste excesso individualismo: "O que é racional do ponto de vista individual – cada empresa, para sobreviver e prosperar, corta os custos laborais cada vez mais –, ignora que os meus custos laborais são os rendimentos e o consumo de alguém".

 

No entanto, a questão não se pode apenas cingir ao comportamento das empresas mas também do consumidor individual que, na tentativa de fugir a preços mais altos refugiou-se no monopólio das grandes marcas e das grandes superfícies, o que conduziu à morte lenta do pequeno produtor e do comércio tradicional. 

 

Por isso quando olho para as ruas do Porto, por exemplo para a Rua Júlio Dinis, coberta de lojas encerradas ou em liquidação total, não posso deixar de me sentir culpado.

publicado por CRG às 17:46 | link do post | comentar
Terça-feira, 12.07.11

Fim do SNS

"In a world in which success was the only virtue, he had resigned himself to failure."

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Quarta-feira, 29.06.11

Programa de Governo

"Major Major's father was a sober God-fearing man whose idea of a good joke was to lie about his age. He was a long-limbed farmer, a God-fearing, freedom-loving, law-abiding rugged individualist who held that federal aid to anyone but farmers was creeping socialism. He advocated thrift and hard work and disapproved of loose women who turned him down. His specialty was alfalfa, and he made a good thing out of not growing any. The government paid him well for every bushel of alfalfa he did not grow. The more alfalfa he did not grow, the more money the government gave him, and he spent every penny he didn't earn on new land to increase the amount of alfalfa he did not produce. Major Major's father worked without rest at not growing alfalfa. On long winter evenings he remained indoors and did not mend harness, and he sprang out of bed at the crack of noon every day just to make certain that the chores would not be done. He invested in land wisely and soon was not growing more alfalfa than any other man in the county. Neighbors sought him out for advice on all subjects, for he had made much money and was therefore wise. "As ye sow, so shall ye reap," he counseled one and all, and everyone said, "Amen."

 

Major Major's father was an outspoken champion of economy in government, provided it did not interfere with the sacred duty of government to pay farmers as much as they could get for all the alfalfa they produced that no one else wanted or for not producing any alfalfa at all. He was a proud and independent man who was opposed to unemployment insurance and never hesitated to whine, whimper, wheedle, and extort for as much as he could get from whomever he could. He was a devout man whose pulpit was everywhere. "The Lord gave us good farmers two strong hands so that we could take as much as we could grab with both of them," he preached with ardor on the courthouse steps or in front of the A & P as he waited for the bad-tempered gum-chewing young cashier he was after to step outside and give him a nasty look. "If the Lord didn't want us to take as much as we could get,"(...)

 

in Catch-22, Joseph Heller

 

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Segunda-feira, 06.06.11

Abstenção

Nas actuais circunstâncias, um futuro negro e sem esperanças de mudança, quem tem vontade de votar? Grande parte da população vê-se abandonada pelos seus lideres, que parecem defender os interesses de outros ou dos próprios políticos, mas nunca os seus. Os políticos são "eles".

 

Os partidos eram e deviam ser na essência um grupo. Um grupo unido por uma ideologia, que defendiam os interesses do seu eleitorado, fosse este burguês ou proletário. Actualmente, os partidos encontram-se vazios, ocos de ideais, personalizados no seu líder e nas suas características pessoais: aspecto, voz, postura.

 

Não sei se foi por essa razão que a abstenção nestas eleições ascendeu a 41,1%. A abstenção é silêncio. Um silêncio que não se interpreta, os seus fundamentos são vastos e variados, mas há um desalento, isso há. Para grande parte das pessoas a esperança de um mundo melhor já morreu, tornando tudo o resto inútil, sem sentido. 

 

Em trinta anos passámos de uma sociedade que queria atingir o socialismo - de Freitas do Amaral a Sá Carneiro, todos apregoavam o socialismo - para o país mais desigual da Europa: mais de um milhão de pessoas estão desempregadas, metade dos quais já não auferem qualquer subsídio de desemprego; duas em cinco crianças são pobres. 

 

O que aconteceu?

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Quinta-feira, 26.05.11

Contributo para a campanha eleitoral...

 

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Segunda-feira, 18.04.11

Para os "verdadeiros finlandeses"

When the rich plunder the poor of his rights, it becomes an example of the poor to plunder the rich of his property, for the rights of the one are as much property to him as wealth is property to the other and the little all is as dear as the much. It is only by setting out on just principles that men are trained to be just to each other; and it will always be found, that when the rich protect the rights of the poor, the poor will protect the property of the rich.

 

Thomas Paine


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Quinta-feira, 04.11.10

Despolitização

Ao ouvir o debate na AR sobre o orçamento do próximo ano verifiquei que Portugal, ou pelo menos as suas classes dirigentes, é profundamente católico. Durante toda a discussão foi veiculada a ideia que após os exageros é altura da penitência, um acto de contrição necessário e essencial para serem acalmados os mercados.

 

E não é que os mercados se borrifaram para a penitência, quem diria!

 

Acreditava, ingenuamente é certo, que a política visava a modificação da sociedade, de preferência para melhor. A abolição da escravatura, a democracia, a segurança social, o serviço nacional de saúde são todas alterações operadas pela política. Neste momento, acontece o contrário: a realidade é vista como imutável e a política transformou-se em gestão corrente.

 

Por um lado, em virtude da adesão à UE e ao Euro os parlamentos nacionais perderam inúmeros poderes e instrumentos que lhe permitiam actuar. Na verdade, devido às diversas assimetrias da zona euro a luta pelo défice terá sempre que passar por alterações à escala europeia: é inconcebível que os Bancos sejam financiados a 1% do BCE para concederem empréstimos aos países a 6,6%.

 

Por outro lado, assiste-se a um progressivo esvaziamento da política nas decisões políticas, tendo sido substituídas por tecnocratas. No entanto, o que as mais recentes descobertas científicas nos ensinaram é que uma qualquer decisão é muito menos racional do que se julgava, é sobretudo emotiva e quase imediata. E nessa decisão concorrem factores culturais, ideológicos, etc. A razão é utilizada para dar conforto e enquadramento à decisão, da mesma forma que procuramos as opiniões de amigos para corroborarem as nossas escolhas. Nesse sentido, subconscientemente dá-se relevo a factos que apoiam a nossa posição e, por sua vez, relativam-se factos contrários.

 

Pese embora estes avanços científicos, continua-se a acreditar que existe uma verdade, uma decisão perfeita, um caminho a seguir. Se fosse assim haveria um manual de decisões políticas e não eram necessárias eleições.

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