Quinta-feira, 16.09.10

This be the verse

Durante um jantar, entre amigos, em Aveiro lembrei-me deste poema do ganda maluco Philip Larkin:

 

They fuck you up, your mum and dad.
They may not mean to, but they do.
They fill you with the faults they had
And add some extra, just for you.

But they were fucked up in their turn
By fools in old-style hats and coats,
Who half the time were soppy-stern
And half at one another's throats.

Man hands on misery to man.
It deepens like a coastal shelf.
Get out as early as you can,
And don't have any kids yourself.

publicado por CRG às 17:32 | link do post | comentar
Sábado, 28.03.09

um dos motivos por ter aprendido a tocar piano.

Quando se é miúdo os nossos gostos musicais são deveras duvidosos. Lembro-me que da minha colecção de k7's e cd's da altura fazem parte nomes como Onda Choc, Ministar, Roxxete, Duran Duran, Wham! (ouch), e os inúmeros cd's de now 1,2,3,4,5... Desse tempo apenas tolero os cd's do Michael Jackson.

 

Não contentes com isto os meus pais tentavam por todos os meios que eu ouvisse outro tipo de música. Lembro-me que o meu pai tinha uma K7 do "Bairro do Amor" do Jorge Palma no carro. Não sei bem se estava lá presa mas lembro-me de a ouvir várias vezes até ao ponto de enjoar, fartar, até ao ponto em que se diz, "chiça, (era míudo), outra vez isso não!". Até que um dia, há sempre um dia, a k7 sai e reparamos que já não podemos passar um dia normal sem ouvi-la. Como se fizesse parte de nós. E aí começa o conhecimento, vem a pergunta, "pai, de quem era aquela k7 que tanto ouvíamos?" Vitória número um para  o meu pai - Jorge Palma.

 

A segunda vitória foi muito simples, foi da minha mãe. Deu-me um cd, disse "é teu", e obrigou-me a ouvir. A sério. Fechou-me no quarto e obrigou-me mesmo a ouvir o cd todo de uma pessoa que não conhecia. E quando olhei para a parte de trás do cd pensei que aquilo tinha músicas a mais. Mas rendi-me ao fim de três músicas. De quem falo? Sérgio Godinho.

 

Dormia eu no banco de trás do carro do meu pai, algures perdido numa nacional qualquer lá para o sul, quando acordo ao som do rádio. Tocava algo que para mim era bem estranho mas ao mesmo tempo bem familiar. E quanto mais ouvia mais pensava que era das melhores músicas que já tinha ouvido. O meu pai disse que ouvia muito aquele disco quando a minha mãe estava grávida. Não sei se isso tem algo a ver com o que quer que seja, o que é certo é que Tubular Bells ainda hoje é uma obra que adoro e que me acalma. Terceira vitória - Mike Oldfield.

 

Quando eu era pequeno o meu pai deu-me o my first casio, um orgão que trazia um livro com acordes de músicas do Jackson. Ensinou-me coisas simples como o dó-ré-mi, uma ou outra canção. E lembro-me de ouvir um disco, já não sei com qual dos pais, que foi um dos primeiros que me fez pensar, "vou agora para o casio tocar isto". Como é óbvio não conseguia. Achei que tinha de tratar disso. E uns anos mais tarde, bem mais tarde até, comecei a ter aulas de piano. A música era a Tom Waits. De António Pinho Vargas. Aqui está ela numa versão ao vivo só a piano:

 

 

 

António Pinho Vargas vai estar dia 2 no Jazzn' Gaia a promover o novo disco. A ir ver!

Já sei tocar a música? Apenas os primeiros vinte segundos. Mas estou a tratar disso.

publicado por JSP às 00:43 | link do post | comentar

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