Segunda-feira, 09.07.12

Mex (Parte 6)

No entanto, as férias não se cingiram ao ócio primário de comer e beber deitado a apanhar banhos de sol...banhos de sol como quem diz, porque durante a minha estadia o Sol apareceu quase tantos vezes como o Monstro do Lochness, e em ambos os casos sempre rodeados de névoa.

 

Havia ao dispor dos turistas uma ampla variedade de excursões, que servem essencialmente para uma coisa: fornecer aos turistas um retrato mais real possível da tradição milenar da pastorícia, estes na qualidade de gado seguem o seu guia e as suas sugestões "agora podem tirar fotos" afincadamente. E é tão enternecedor o nosso olhar perdido quando o Guia comunica que durante um período estaremos por nossa conta. "Receosos os turistas nunca se afastam muito uns dos outros e regressam ao ponto de encontro muito antes da hora apontada", sussurraria David Attenborough.

 

 

 

 

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Segunda-feira, 18.06.12

Mex (parte 4)

"Por detrás daquela porta de vidro era o México", pensei eu - finalmente havia chegado. Caminhei os últimos metros com muita expectativa, o corredor alongava-se a cada passada. A porta abriu-se:

 

"Ah, é isto o México?" - a cor cinza do betão, do asfalto confundia-se com a do céu, o sol de certo encontrava-se retido na alfandega, mas isto teria que melhorar.

 

No exterior amontoavam-se cartazes com nomes como se fossem anúncios de pessoas desaparecidas. Rapidamente e sem grande esforço encontrei com muito melhor aspecto do que suspeitava a carrinha que me iria levar ao hotel.

 

Mais um percurso, mais uma viagem agora pelas auto-estradas mexicanas. O entusiasmo já me tinha abandonado com a primeira refeição no avião. A única coisa que queria era chegar. E quem diz que o melhor da viagem não é o destino mas o percurso devia ser largado no meio do deserto sem água, queria ver se não ia mudar de ideias quando chegasse finalmente a um oásis.

 

No México, como em todos os países sem falta de espaço, as estradas são desenhadas com régua e esquadro. Resultado não há curvas, apenas uma enorme recta. Uma enorme recta interpolada por lombas numa frequência demasiado elevada - provavelmente a única forma que as autoridades têm de evitar massacres nas estradas - e ladeada por pequenas tascas anunciado pepsi ou coca-cola, por pequenas e humildes casas térreas meio construídas, ah e por resorts de luxo.

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publicado por CRG às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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