"A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real"

Passei os últimos dois dias a ouvir teólogos, filósofos, cristãos, judeus, islâmicos, hindus... E quanto mais os ouço, mais convicto fico no meu ateísmo. Ouvir um filósofo famoso dizer que não são precisos argumentos para provar deus, parece-me parvo. E no entanto, o senhor é uma grande figura de prestígio. Por esta lógica, quando alguém disser que viu um fantasma, não o precisa de provar. Ou se alguém disser que viu de facto o pai Natal, quem sou eu para dizer o contrário. Dizer que "deus é a melhor explicação para existir algo em vez de nada", não cola comigo. Se há, há. Se não há, não há. Se há, provem-no. Mostrem. Digam onde anda. Rematar um documentário a dizer que "nenhum dos lados tem uma prova irrefutável" é absurdo. Eu tenho uma. Não existe, não há, é uma história de embalar. Como sei? Da mesma forma que descobri quando era miúdo que não podiam sair monstros do meu armário durante a noite.
publicado por JSP às 03:49 | link do post | comentar