...and Justice for All

Sabemos que em Portugal a Justiça anda pelas ruas da amargura, vilipendiada e atacada por todos os lados. Infelizmente nem a própria "palavra" escapa a tais mal tratos. Apelidem de todas as formas e feitios elogiosos a morte do Bin. Pode ser vingança, pode ser guerra, pode ter sido catártico mas nunca pode ser considerado justiça.

 

Justiça é tudo menos aquilo: matar um homem desarmado. Será que os mesmos que consideraram tal acto como justiça julgam que a pena de morte é uma barbárie.

 

Poderão afirmar que se trata de um caso excepcional, que ele era o responsável por milhares de mortos em todo o mundo e que planeava ainda mais ataques, pelo que salvou-se mais vidas.

 

Mas mesmo acreditando que a pena de morte é a punição justa para estes crimes - o que não discuto por agora - , para existir justiça torna-se necessária a existência de um julgamento (Nuremberga, por exemplo): o que sucedeu foi uma execução sumária.

 

Há, porém, uma corrente de pensamento que considera que alguém que tem o objectivo claro de destruir uma outra sociedade não tem direito a usufruir dos direitos que esta pressupõe, encontra-se, deste modo, fora do "sistema". 

 

Eu discordo em absoluto, os princípios de uma sociedade apenas são verdadeiramente testados em situações de excepcionalidade, como era o presente caso, e parece que voltamos a falhar.

publicado por CRG às 13:27 | link do post | comentar