A morte saiu à rua

Sempre considerei que os funerais (os católicos, por serem os únicos que presenciei), para além de serem uma grande seca, tinham em si um enorme grau de hipocrisia: o falecido teria agora vida eterna junto do Senhor, sem FMI nem outras preocupações, e nós aqui tristes por ele?!! A única explicação plausível para este fenómeno: porventura as pessoas não estão assim tão seguras que esta lenga lenga do céu seja verdadeira. 

 

Eu, como não religioso praticante, gostaria que o meu funeral (um dia terá que acontecer, segundo as minhas contas lá para 2327*) seja a celebração da minha vida em vez de se centrar exclusivamente no pesar da minha morte: seria fantástico, por estas razões indicadas, que aquando da minha morte as pessoas, um pouco por todo o mundo, fossem para a rua festejar, como fizeram ontem relativamente ao Osama. Como sou humilde, bastava-me, vá lá, uma pequena festa em casa com bastante cerveja, uns mini rissois de carne e um bolito.

 

* De acordo com estudos científicos cada cigarro que se fuma tira 7 minutos de vida. Ora, tendo em conta que nunca fumei estou diariamente a aumentar a minha esperança de vida 140 minutos (no pressuposto de não fumar um maço por dia).

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publicado por CRG às 14:28 | link do post | comentar