Utopia

Nos tempos que correm vive-se um certo paradoxo: às drásticas transformações que foram vividas no último século, nas últimas décadas são contrapostas um ar de inevitabilidade. Se a História nos ensina alguma coisa é que há só uma coisa inevitável: a morte; e, mesmo neste caso, a ciência tem a vindo a adiar cada vez mais.

 

A inevitabilidade, em termos sociais e políticos, transforma a discussão, o debate em inutilidades porquanto inexistem alternativas, tudo estaria predeterminado, a liberdade transformada numa sombra, uma mera silhueta a preto e branco. Adormecidos neste marasmo, o medo cresce contra o desconhecido, opções cada vez mais limitadas a um suposto rigor técnico. A alternativa? Utópica.

 

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay In leaves no step had trodden black. Oh, I kept the first for another day! Yet knowing how way leads on to way, I doubted if I should ever come back. I shall be telling this with a sigh Somewhere ages and ages hence: Two roads diverged in a wood, and I-- I took the one less traveled by, And that has made all the difference.
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publicado por CRG às 13:27 | link do post | comentar