Roubar sem querer.

Nos meus 26 anos de existência lembro-me de ter roubado apenas duas vezes. 310$ à minha mãe para a revista do Super-Homem e um pin numa loja no Liechtenstein. Sou contra o roubo por princípio e também porque me provoca batimentos cardíacos acelerados desnecessários. Por isso, obviamente, de cada vez que ligo o programa de torrents imagino logo que vou ter a net cortada no dia seguinte, que a polícia vai bater à porta, que vou ser julgado e preso por muitos anos como exemplo para o país. Mas a verdade é que apesar disto, continuarei a fazer download ilegal.

Como disse, sou contra o roubo, mas sou a favor da liberdade de escolha do consumidor. Nos dias que correm a minha escolha é o suporte digital. Não quero mais cds, dvds ou blu-rays, quero o mínimo de espaço possível ocupado com isto. E na música estou bem servido. Na música não roubo. Na música o iTunes serve-me para quase tudo. Perfeito. O mesmo já não acontece em filmes e séries. Nestes casos não posso estar dependente dos canais nacionais, senão nunca veria ou saberia que horários malucos eles praticam. Como tal, faço o download da net. E dirão: "mas os canais de cabo dão séries com apenas dois dias de atraso e podes gravar no meo. Qual é a tua desculpa aí?" Como o Filipe Homem Fonseca realça no twitter, é esta:

 

publicado por JSP às 17:37 | link do post | comentar