40 anos de 25 de Abril

Nasci em liberdade, vivi sempre em liberdade. Deste modo, durante anos julguei que seria uma falta de respeito falar desta data e do seu significado porquanto por muito que tentasse não conseguiria imaginar o que seria viver num Portugal acorrentado e em completa escuridão, trazida pelo manto negro de Salazar; e, da mesma forma que, por muito que se tente, não se consegue colocar nos pés de alguém invisual ou surdo, apenas quem passou por aquela realidade poderia com autoridade falar da falta de liberdade, da repressão, da fome.

 

No entanto, Pynchon fez com que a minha opinião mudasse: "um ano e um lugar não precisam de incluir a nossa presença física para que exista um sentimento de pertença".  Este é o poder da história.

 

Por isso agora digo que o 25 de Abril também é meu. E será dos meus filhos, netos, bisnetos...

 

publicado por CRG às 12:38 | link do post | comentar