Quarta-feira, 26.03.14

Tanto Mar

Adoro a expressão "all at sea". Faz-me sentir português: aquele sentimento aconchegante de pertença. Porque, pese embora conhecer o seu significado - confusão; perdido - sou incapaz de o apreender; há uma dessintonia entre o seu sentido e o que me faz sentir (calma, ausência de preocupações).

 

São os efeitos da cultura. Ora, ao contrário do que alguns pseudomodernos julgam, a cultura é um elemento definidor de um povo, não os torna melhores nem piores, mas diferentes. E, como tal, não pode ser esquecida na altura em que são implementadas políticas.

 

Infelizmente, os actuais governantes, parafraseado Naipaul, vêem-se ao mesmo tempo como os homens novos de Portugal e como os homens do Novo Portugal.

publicado por CRG às 12:21 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.03.14

Manter um blog

The need to get the words & voices not only out—outside the sixteen-inch diameter of bone that both births & imprisons them—but also down, trusting them neither to the insubstantial country of the mind nor to the transient venue of cords & air & ear; seems for Kate—as for anyone from a Flaubert to a diarist to a letter-fiend—a necessary affirmation of an outside, some Exterior one’s written record can not only communicate with but inhabit.

publicado por CRG às 12:39 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.03.14

O guia do bem obedecer

 

Nos diversos relatos sobre censura é referido que a sua imposição é mais psicológica que efectiva. Por outras palavras, a simples existência de censura prévia reforça a autocensura, que ainda consegue ser mais limitativa do que aquela: a verdadeira submissão não é obedecer mas antecipar ordens.

 

Por isso é que estremeço sempre que surgem apelos ao silencio quanto a determinadas matérias que poderão irritar os "mercados" e que sorri quando ontem ouvi a Merkel conceder apoio público a "qualquer decisão que Portugal tomar.

publicado por CRG às 12:55 | link do post | comentar
Sexta-feira, 07.03.14

Até à eternidade

Uma das maiores contradições da humanidade é sermos conscientes da "universal" finitude mas continuar a raciocinar usando a dicotomia provisório/permanente.  

 

Somos mais exigentes com o que percepcionamos de permanente - quer seja uma habitação, um namoro ou uma política - e mais tolerantes com o que se julga que é efémero; apesar de na prática o tempo de qualquer uma delas até poder ser equivalente. 

 

Deste modo, percebe-se o desconforto do Governo ao ter que admitir que os cortes salariais são permanentes, por que tal admissão o impede de atenuar a resistência a medidas gravosas apelidando-as de provisórias.

 

Ora, o Poder serve-se desta dicotomia consoante os interesses e circunstâncias - também é necessário "vender" a ideia de um mundo perene e perpétuo (será que a civilização de manteria se fosse descoberto que todo o universo terminaria no prazo de 100 anos?). É uma forma de subjugação e de manutenção do statu quo (por alguma razão as religiões contrapõem a brevidade da vida terrena cheia de sofrimento versus a felicidade eterna no reino dos deuses).

 

publicado por CRG às 11:39 | link do post | comentar
Domingo, 02.03.14

Interrompo o meu silêncio neste blog para dizer...

... Quem me dera ir daqui pra fora.


publicado por JSP às 01:09 | link do post | comentar

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