Segunda-feira, 30.01.12

Bem vindo El commandante

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publicado por CRG às 15:26 | link do post | comentar
Sexta-feira, 27.01.12

I need more cowbell

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publicado por CRG às 18:32 | link do post | comentar
Quarta-feira, 25.01.12

Eusébio

Gostava do Eusébio. Durante muitos anos foi o "abono de família" do SLB dando-lhe golos, títulos, cachets. E, mesmo assim, gostava do Eusébio, não era só respeito, gostava mesmo. Aquelas arrancadas, remates potentes feitos com graciosidade e alegria de um sobre-dotado; o seu fair-play em campo, as lagrimas após a derrota no mundial de 1966 - tudo isto faziam-me gostar do Eusébio, transcendendo qualquer fervor clubístico.

 

Não alinho no discurso moralista dos "role-models", nunca procurei perfeição e sobreponho as qualidades artísticas a qualquer defeito de carácter (dentro dos limites mínimos "olá Albert Speer"). Por isso nunca liguei muito a algumas frases menos felizes do Eusébio: acusações de racismo ao seu antigo clube de Moçambique ou algumas entrevistas fabricadas no jornal "A Bola".

 

E agora o Pantera Negra faz 70 anos e deixei de gostar dele, perdi o grande respeito que tinha. Isto não é digno de um dos melhores jogadores do mundo de sempre. Estou triste e zangado...

publicado por CRG às 12:52 | link do post | comentar
Segunda-feira, 23.01.12

Momentos Kodak

Kodak apresentou-se à insolvência. Puxo pela memória e mesmo assim não me consigo recordar a última vez que mexi num rolo de fotografia, que abri a tampa de uma máquina fotográfica, retirei o rolo para o colocar no pequeno tubo preto de plástico pronto para a revelação. 

 

Não foi apenas mais um pedaço da infância que se perdeu com esta insolvência, mais importante do que isso, foi uma outra forma de ver, de nos relacionarmos com a fotografia.

 

Nos tempos do rolo a fotografia era misteriosa (confiava-se que tinha saído bem), especial, singular, pensava-se duas vezes antes de tirar uma, estava reservada para aqueles momentos, momentos Kodak. Actualmente, a fotografia é uma comodidade sem valor, banal, corrente, descartável.

 

E era sobretudo especial porque envelhecia tal como nós. O papel repercutia o decurso do tempo, tornava-se antigo, gasto, perdia alguma cor: não só nos trazia para o passado com as recordações impressas como era uma prova física dos anos que passaram.

publicado por CRG às 13:32 | link do post | comentar
Sexta-feira, 20.01.12

"Por falar em socialismo lá porque alguém o apregoa não quer dizer que não esteja a dizer coisas à toa."

Sócrates diz que não governa com a troika. Sócrates assina o pacto com a troika.

 

Seguro faz uma abstenção violenta.

 

João Proença faz discurso violento contra a troika. João Proença é dirigente do PS, partido que assinou a troika.

 

UGT participa em greve geral, UGT assina a concertação social. Francisco Assis diz que a UGT prestou um grande serviço ao país.

 

Daniel Bessa, ex-ministro do Guterres, elogia a persistência do Ministério da Economia e a coragem de João Proença.

 

Na lei da procriação medicamente assistida, Carlos Zorrinho e a ex-ministra da Igualdade Maria de Belém querem manter a restrição a casais heterossexuais, casados ou em união de facto.

 

Este PS é oposição ao PSD em quê? Digam lá quantas vezes adormecerá o Passos Coelho com dores de cabeça por causa do PS? Vergonhoso.

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publicado por JSP às 14:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 18.01.12

Concertação Social

publicado por CRG às 12:56 | link do post | comentar
Segunda-feira, 16.01.12

E não é que me ainda me faz rir às gargalhadas..

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publicado por CRG às 13:13 | link do post | comentar
Sexta-feira, 13.01.12

Love

 

"Love", em ténis, corresponde ao zero no marcador. Perante esta concepção de amor imbuída neste desporto não surpreende pois que Serena Williams tenha sido a terceira grande campeã, depois de Agassi e Steffi Graff, a admitir que não gosta de ténis.

 

É até natural que num desporto de grande exigência física e mental como este - longas horas de treino, uma época que abrange quase um ano civil, competição praticamente diária, viagens constantes, o seu cariz individual - exista no decorrer dos anos um desencantamento.

 

No entanto, ao contrário do que sucedeu com Borg, aqueles não se cansaram do jogo, simplesmente nunca gostaram; foram empurrados para a sua prática por pais controladores e obsessivos, que os obrigaram desde tenra idade a seguir um esquema de treino intensivo.

 

O sucesso dos filhos é evidente, será que os pais estiveram assim tão mal como à primeira vista parece?

 

Amy Chua, professora de direito em Yale, defende que a melhor forma dos pais protegerem os seus filhos é prepara-los para o futuro através de exercício e treino até à exaustão e depois um pouco mais além, aliado a uma atitude de escárnio, punição e vergonha quando os resultados não são perfeitos. No mundo de hoje altamente competitivo esta seria a única forma de providenciar um futuro melhor aos nossos descendentes.

 

Porventura o problema será precisamente o mundo que estamos a deixar aos nossos filhos, que tal como no ténis love não significa nada e o ganhar e ser número um é a medida e fim de todas as coisas.

publicado por CRG às 15:36 | link do post | comentar
Quarta-feira, 11.01.12

Rapto da Europa

 

Se como afirma Vonnegut "We are healthy only to the extent that our ideas are humane." então a Europa padece de uma doença grave.

 

Os sintomas são claros: a Europa foi raptada não por um boi branco, como no mito grego, mas por ganância desmedida e egoísmo.

 

As estruturas de uma desunião permanecem silenciosas perante o descalabro social impostas por uma austeridade supostamente redentora; e a via anti-democrática que cresce a passos largos na Hungria, onde começam a ser criados campos de trabalho forçados para os que estão desempregados há mais de 90 dias, sob supervisão policial.

 

And so on.

publicado por CRG às 12:51 | link do post | comentar
Terça-feira, 10.01.12

Acima de tudo coerência

 

1 - O economista Eduardo Catroga sustenta que face ao actual momento de crise financeira Portugal perdeu uma "oportunidade histórica" de reduzir salários nos sectores público e privado, defendendo um corte médio de 10% nos vencimentos.

"O que eu diria é que haveria uma redução salarial e pagava o 13º e 14º mês em obrigações do Tesouro (...) Mas não aumentava os impostos", disse Eduardo Catroga, durante uma tertúlia no Casino da Figueira da Foz.

 

 

 

2- Eduardo Catroga terá uma remuneração anual de quase 639 mil euros caso seja eleito presidente do Conselho Geral e de Supervisão eléctrica portuguesa na assembleia geral de 20 de Fevereiro. O Correio da Manhã cita o relatório sobre o governo da sociedade, com os valores ganhos pelo seu antecessor, António de Almeida. O ordenado será de 45 mil euros por mês, que acumulará com uma pensão de mais de 9600 euros.


 

Questionado pelo jornal, Catroga desvaloriza: “50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais”.


 

Sobre a pensão da Caixa Geral de Aposentações, Catroga frisou que descontou “40 anos para o sector privado e 20 para o sector público”.

 

 

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publicado por CRG às 14:57 | link do post | comentar
Segunda-feira, 09.01.12

The Black Keys

publicado por CRG às 16:27 | link do post | comentar
Terça-feira, 03.01.12

Milo Minderbinder*

A mudança da Jerónimo Martins para a Holanda tem sido alvo de diversas criticas infelizes. Apesar de diversa propaganda em sentido contrário, as empresa têm um único fim: o lucro. Este é o seu objectivo, o resto - a ideia de defesa da comunidade, apoio à produção nacional, preocupações ambientais, o não fazer mal googleano - é puro marketing.

 

As empresas não se regem pelo bem da comunidade, pela saúde da economia ou finanças de determinado país, mas sim pelo seus interesses - conforme comprovou a PT ao antecipar a distribuição dos dividendos exponenciados pela actuação do Governo -, e é natural que assim seja, e quando mais rapidamente isso for admitido melhor.

 

No espaço público nenhum interveniente (empresas, trabalhadores, etc) usa o "véu de ignorância" de Rawls, cada um deles procura defender o seu interesse individual, que este seja privilegiado e sobreposto sobre os demais.

 

O estado é a única entidade que tem a função de zelar pelo interesse público, de ponderar os diferentes e legítimos interesses de cada um, optando pela opção que se apresentar mais justa, o que por vezes não significa que traga melhores resultados, não é, ou não deve ser, uma opção utilitarista. 

 

Infelizmente, desde os anos 70 do século passado o estado, não só o português, tem desequilibrado a balança ao equiparar os interesses empresariais aos interesses do país, e como ensinou Aristóteles o desequilíbrio é sempre mau. 

 

* Personagem de Catch 22 - Milo is a satire of the modern businessman, and beyond that is the living representation of capitalism, as he has no allegiance to any country, person or principle unless it pays him.

publicado por CRG às 13:22 | link do post | comentar
Domingo, 01.01.12

Oh, a minha patria tão bela e perdida!

publicado por CRG às 00:01 | link do post | comentar

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