Segunda-feira, 28.02.11

Fantas

Na passada sexta-feira, cumprindo a tradição, dirigi-me ao Rivoli, um enteado da actual CM Porto, que, qual gata borralheira, lavou a cara e engalanou-se para acolher a inauguração da 31ª edição do FantasPorto.

 

Nestes largos anos de Fantas vi muitos e bons filmes, uns menos bons e outros autênticas banhadas. Há um em particular que me marcou: um filme asiático, biográfico que retratava a vida de uma mulher, que não foi bafejada pela sorte. Muito resumidamente: nasceu cega, aos dois anos ficou surda e na véspera do seu casamento faleceu-lhe o noivo, entre outras desgraças.

 

O problema é que, a certa altura, todo aquele drama transformou-se em comédia: quanto mais uma tragédia se abatia sobre a protagonista, e recorde-se era uma história real, mais gargalhadas surgiam na plateia. Por muita compaixão que se possa ter há sempre um limite dramático a partir do qual é necessário usar um escape, uma gargalhada ou um pequeno aparte, de forma a tornar em última análise a vida suportável.

 

Bem sei que isto não é nada de novo: é até uma das regras básicas da dramaturgia, cujas regras infelizmente não acompanham a vida real, caso contrário haveria um número bem mais elevado de entregadores de pizza.

 

Em contrapartida esta regra também funciona ao contrário: a comédia a transforma-se em tragédia. Razão pela qual já não me rio quando olho para a situação actual do Sporting.

 

publicado por CRG às 16:17 | link do post | comentar
Quarta-feira, 23.02.11

Talkin' 'bout my generation

A ideia de categorizar, classificar e organizar é uma característica intrinsecamente humana, o que permite explicar a obsessão em arranjar denominações para gerações: temos a geração rasca, à rasca, nem nem, deolinda... 

 

Tretas, não existe uma geração. Ao mesmo tempo, confluem diversas sensibilidades, com interesses e aspirações dispares. Por exemplo, há diversas gerações 60's, acreditem, a maioria não era hippie com flores no cabelo; da mesma forma que a dos 50's não era predominante beatnik.

 

Na verdade, tenho tanto em comum com alguns espécimes da minha geração como com um Neanderthal, confesso até mais com este do que com aquele, felizmente. A extrapolação que se faz de algumas características individuais para se pintar todo um grupo, cuja característica comum, por vezes única, é o simples facto de ter nascido à volta do mesmo ano, é no mínimo exagerada. 

 

Como diria Marx (Groucho, não o Karl): Não quero pertencer a uma geração que aceita uma pessoa como eu como membro.

 

 

 

 

 

publicado por CRG às 12:55 | link do post | comentar
Terça-feira, 22.02.11

Um milhão para o Dois Olhares.

Aproveito o facto de sermos novamente destaque no sapo para pedir um milhão de visitantes. Não vamos deixar isto para depois. Chegou a hora de tomarmos uma atitude e visitar o blog, por um futuro melhor! Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do nosso blog.

 

 

Juro que se recebo mais um mail com aquela coisa populista, anti-democrática, parva, ridícula, do "um milhão pela demissão de toda a classe política", começo já aqui a dizer bem do Sócrates.

publicado por JSP às 11:40 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 21.02.11

Prognósticos? Só no fim do jogo...

publicado por CRG às 19:31 | link do post | comentar | ver comentários (2)

A coisa aqui tá preta

 

 

 

 

Meu caro amigo eu quis até telefonar 
Mas a tarifa não tem graça 
Eu ando aflito pra fazer você ficar 
A par de tudo que se passa


Aqui na terra tão jogando futebol 
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll 
Uns dias chove, noutros dias bate sol


Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

música: Meu Caro Amigo - Chico Buarque
publicado por CRG às 15:04 | link do post | comentar
Sexta-feira, 18.02.11

Vuvuzela

Durante o último campeonato do Mundo, os telespectadores criticaram o barulho criado pelas milhares de vuvuzelas. Apesar de tudo, aquele enxame de abelhas é bem menos irritante que os comentários televisivos nacionais que temos que aturar.

 

De todos (em sinal aberto) o menos mau são os da rtp: respeito profundamente alguém (Freitas Lobo) que segue os campeonatos nacionais até às distritais, os principais campeonatos da Europa, o campeonato do Brasil, Argentina, México, Japão sem entrar compulsivamente no Magalhães Lemos.

 

A seguir, num quase empate técnico com o último classificado, chegam os comentários da TVI. Eu sei, eu sei: o Valdemar "Fussil" Duarte, que a seguir à "Portuguesa" considera o Hino da Champions aquele que tem mais significado (TSF - 2010), percebe tanto de futebol como o Luis Campos, ou seja, abaixo de zero. E quando acompanhado pelo Querido Manha, que utiliza dados estatísticos tão pertinentes como indicar que ninguém falhava tantos penalties desde um jogo na "capital" de Marrocos em casa do Rabat de Cassablanca (TVI - 2010), faz-nos suspirar por um funil para verter azeite quente nos tímpanos. Conseguem, porém, sair do último lugar porque, pese embora serem menos isentos do que a Benfica TV, sabe-se o que são, ao que vieram e não se tentam esconder: é como ouvir o relato de amigos benfiquistas.

 

Em último lugar, são os comentários da SIC. Augusto Marques sonha com o Gaitán e as mães dos jogadores do Porto insistem em chamar aos filhos outra coisa, o que denota uma má vontade inqualificável. Nuno Luz. O que dizer deste jornalista, que desde que levou com balões de água dos jogadores da selecção nacional, nunca mais foi o mesmo.

 

Ontem, foi triste ver o Guarin destruir as expectativas dos comentadores da SIC. Na verdade, a culpa é minha: desconhecia as suas origens andaluzes, o que explica como conseguiram identificar o fora-de-jogo claríssimo do Rolando, ao mesmo tempo que foram céleres a perdoar o arbitro por não ter assinalado a carga do Kanoute.

 

Apesar de tudo, ontem felizmente não se verificou a "perfect storm" dos comentários televisivos: o tridente constituído por Augusto Marques, Nuno Luz e Rui Santos, que é indubitavelmente o comentador que percebe mais de futebol desde que o mesmo não seja praticado dentro de quatro linhas. Este tridente, para além de denotarem as características facciosas dos seus companheiros da TVI, esforçam-se por retirar todo e qualquer gozo ao jogo com referências quase obsessivas aos programas que se seguem naquela estação.

 

Voltem vuvuzelas, estão perdoadas.

publicado por CRG às 14:49 | link do post | comentar
Quinta-feira, 17.02.11

E se eu fizesse...

Seguindo o repto lançado pelo JSP, procurei imaginar que tipo de música faria se tivesse talento. Infelizmente, foi uma busca em vão.

 

Pensei, primeiro, em Van Morrison, o criador do "celtic soul", alma de Yeats e voz de Blues, vinda directamente do delta de Mississipi: piano, guitarras, sax...Piano, guitarras, sax: a trave mestra do sublime "Exile On Main St.". Gravar uma obra prima numa cave de um chateau da Riviera Francesa, gosto da ideia. Stones? Se calhar preferia então os Beatles.

 

Não, não...Jazz. Charlie Parker, é isso, criar o Be Bop. Ou então, bater nas teclas, literalmente dar porrada naquele marfim como se não houvesse amanhã, e extrair dali melodia como fazia o Monk. E o dançar junto ao piano? Pois, não é para mim, sou mais introvertido. Nick Drake? Depressão sem contraponto de humor é insustentável. The Smiths? Palma? Dylan? Argh...

 

Não sei, vou ali ao cruzamento vender a minha alma como o Robert Johnson e já volto...

tags:
publicado por CRG às 11:18 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 15.02.11

Se eu fizesse música gostava que fosse assim.

Sexta, 18, no Rivoli.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por JSP às 01:51 | link do post | comentar
Segunda-feira, 14.02.11

Vigilância da costa portuguesa

publicado por CRG às 18:22 | link do post | comentar
Domingo, 13.02.11

Start

 

 

 

tags: ,
publicado por CRG às 10:17 | link do post | comentar
Sábado, 12.02.11

Taxman

 

 

 

publicado por CRG às 10:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 11.02.11

Impostos

Uma das grandes linhas de baixo de sempre da música pop/rock é a que aparece na "Taxman" dos Beatles e, depois, reciclada para a "Start" dos Jam. Na canção dos Beatles, Harrison queixava-se dos impostos porquanto naquela altura, para determinados rendimentos (os que os Beatles na altura auferiam não eram nada parcos*), a carga fiscal referente a imposto sobre o rendimento ascendia a 95%.

 

Ora, em Portugal, apesar de algumas queixas e muita demagogia, a taxa de imposto não atinge valores de tal ordem. E, devo confessar, que sinto um certo orgulho, um sentimento similar à aquele que possuo quando voto, ao liquidar as minhas obrigações fiscais. Podem-me chamar de anjinho (coisas piores agradecia que não), mas, nestas alturas, sinto que retribuo para a sociedade em que me insiro, e aquilo que me foi proporcionado por esta: educação, saúde, estradas, segurança, etc. As lamúrias que ouço faz-me lembrar aquela cena na "Vida de Brian" em que os revolucionários estão a discutir o que é os Romanos lhes deram.

 

É que para além destas funções, os impostos servem, ou deviam servir, para corrigir os desvios naturais do capitalismo e tornar a sociedade mais justa e menos desigual: o único caminho para uma sociedade mais livre, sem dependências, quer políticas quer económicas, quanto ao mínimo de sobrevivência; com igualdade de oportunidades para todos, não havendo limitações consoante o respectivo "berço".

 

O problema que se coloca não pode ser visto apenas do lado do montante referente a impostos que é despendido mas se o mesmo está a ser devidamente utilizado e se está a ser usado em proveito do bem comum, conceito demasiado genérico, eu sei.

 

Neste aspecto há um longo caminho a percorrer. A solução, porém, é olhar para os impostos não apenas como um dever mas com um sentido de comunhão, de pertença e, quem, foge ou evita pagar o que é devido, tem que ser visto com desprezo. Da mesma forma que são olhados aqueles penetras que vão a festas sem contribuir com uns míseros salgadinhos, sobrecarregando os demais.

 

 

* Aliás, em virtude dessa taxa os Rolling Stones viram-se obrigados a emigrar para França, o que culminou na sua obra prima "Exile on Main Street".

música: Taxman - Beatles
publicado por CRG às 16:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 09.02.11

Costinha

 

 

 

tags:
publicado por CRG às 17:07 | link do post | comentar
Segunda-feira, 07.02.11

Centro

Um dos problemas actuais das nossas grandes cidades é a desertificação e consequente degradação do centro. Esta dinâmica tem vindo a transformar as cidades numa espécie de Donut, os tradicionais, não os americanos. Eu gosto de Donus, quentinhos, de massa fofa, mas os seus malefícios, sobretudo em termos de colesterol, tornam o seu consumo proibitivo.

Mas, voltando às cidades, eu desconheço o que despoletou este esvaimento da população urbana mas não terá sido um bom agoiro quando a versão portuguesa da música da Petula Clark "Downtown" chama-se "Tão só".

 

 

 

 

publicado por CRG às 18:31 | link do post | comentar
Quinta-feira, 03.02.11

Carta Aberta ao NGP*

Caro Presidente,

 

Calma, é só um jogo! Este ano já vencemos por cinco, por isso em Abril com Falcão e o Álvaro em campo a história voltará à normalidade.

 

No entanto, considero que esta derrota seria facilmente evitável, senão vejamos: nos últimos anos assisti no Dragão a uma larga dezena de jogos e apenas numa ocasião a vitória escapou-nos, que foi no primeiro jogo da Liga dos Campeões realizado após a vitória da edição de 2004.

 

Eu não digo que sou um talismã, apenas limito-me a expor os factos e deixo que as conclusões sejam retiradas pelo Sr. Presidente.

 

Nessa série de vitórias constam, para além de equipas como o Estrela da Amadora (vitória e goleada que nos deu matematicamente um campeonato) ou Juventude de Évora, etc, equipas como o Arsenal (duas vezes: uma para a fase de grupos, que nos deu o primeiro lugar; e a outra na primeira mão da Champions do ano passado (não sei se ele me ouviu mas eu gritei bem alto para o Rúben marcar o livre rapidamente)); o Benfica três vezes, o que inclui a aludida goleada de cinco.

 

Quanto ao empate, que impede a série 100% vitoriosa, diga-se que não se encontra livre de atenuantes. Em primeiro lugar, em virtude de obrigações profissionais apenas consegui chegar ao meu lugar quase no fim da primeira parte (19.45h não são horas que se apresentem). Em segundo lugar, o Postiga era o nosso avançado: isolado com o guarda-redes, a bola a saltitar à frente dele, enche o pé e envia a bola à trave com estrondo (eu posso dar sorte mas milagres não faço!).

 

Ora, e o Sr. Presidente de certo concordará, afigura-se que comigo no estádio do Dragão a derrota passada dificilmente ocorreria. Sucede que os tempos não estão fáceis em termos financeiros, o que impede a minha assídua presença no Dragão. Lanço, assim, um apelo a V. Exa. para que seja alcançada uma solução favorável para que as vitórias no Dragão continuem por muitos anos.

 

Aguardando as v/ prezadas notícias.

 

Os meus respeitosos cumprimentos,

 

CRG

 

* Nosso Grande Presidente

publicado por CRG às 13:59 | link do post | comentar
Terça-feira, 01.02.11

Movimento

Eu escrevo Egipto! Egito nunca mais!

 

música: Cairo - Taxi
tags: ,
publicado por CRG às 11:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)

mais sobre mim

pesquisar neste blog

 

posts recentes

últ. comentários

  • Ups, as minhas desculpas :)
  • sem leitores o tanas
  • só posso assinar por baixo do que escreveu!!! Beij...

arquivos

tags

links

subscrever feeds

blogs SAPO

Statcounter

Posts mais comentados