Sábado, 30.10.10

Saturday Sun

Neste Sábado cheio de chuva nada melhor do que isto:

 

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Sexta-feira, 29.10.10

Descubra as diferenças

Chelsea pressure is unlike anything I've had before, Ramires claims - The Guardian

Ramires compara Chelsea a Benfica - A Bola

publicado por CRG às 17:55 | link do post | comentar
Segunda-feira, 25.10.10

Pronto para hibernar...

 

 

 

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Sexta-feira, 22.10.10

Das scuts ou a importância de se chamar IC

No passado Domingo, pela primeira vez, utilizei a ex-scut A28. Hoje, nos CTT, paguei a minha utilização. Aí está, em todo o seu esplendor, o conceito tão caro ao nosso bloco central: o conceito utilizador/pagador*. Eu sei, eu sei..fui um coninhas. Nunca seria incomodado: o envio de uma carta interpelatória excederia o montante da dívida. E, ao não a pagar mostraria ao Poder o que eu acho das suas portagens com câmaras.  E vontade não me faltou: aquelas câmaras todas a recolheram informação dos meus hábitos domingueiros põe-me doente...Mas, ao fim e ao cabo, não consegui.

É que, no fundo, a culpa é nossa, população do Norte. Armados aos pingarelhos quisemos identificar a via como sendo "A28" em vez de a continuar a chamar "IC1", o seu verdadeiro nome.

Reparem como os habitantes de Sintra, em virtude de continuarem a chamar IC19 à via que os liga a Lisboa, continuam sem a pagar, apesar das inúmeras obras de requalificação efectuadas.

Conclusão: o marketing é fundamental.

 

 

 

 

 

*O que não se costuma referir nesta discussão é que o Imposto de Circulação e parte das taxas de gasolina encontram-se adstritas precisamente para estas despesas, enfim.

música: Road to nowhere, Talking Heads
publicado por CRG às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 21.10.10

Aux Champs-Elysées

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Quarta-feira, 20.10.10

Vive la France!

Em Novembro de 2005, escrevi isto em lugar próprio:

 

A cena do Casablanca em que, em plena França ocupada, num café, o povo consegue, através da sua emoção, ao cantar a marselhesa, calar os militares alemães que cantavam o seu hino, é algo que me sempre emocionou.

Apesar de ser ficcional, é simbólico da atitude cívica dos franceses, ao contrário dos portugueses que são indiferentes. Em tempos de crise não receiam e lutam pelo que acreditam, desde a luta dos agricultores contra os nobres no Antigo Regime, passando por Maio de 68 e, terminando com os acontecimentos actuais. 
A França, pátria dos direitos do homem, é e foi o motor das grandes alterações sociais do ocidente. E, neste momento, é necessário uma nova alteração social. A busca incessante do lucro, que transformou a China na fábrica do mundo, e com isso, o esvaziamento da capacidade produtiva da Europa e o consequente desemprego crónico, precisa de ser eliminado como fundamento societário. É necessário uma nova perspectiva sobre a vida, um visão mais tolerante, mais solidária, mais abrangente.
Acredito, numa perspectiva hegeliana, que a antí-tese actual se irá transformar numa síntese mais de acordo com a dignidade humana, chamem-me sonhador!

 

Passados cinco anos, verifica-se que o panorama não se alterou significativamente. A mais medidas restritivas contrapõe-se uma postura resignada. A imutabilidade e inevitabilidade impregnam-se nos nossos espíritos, alicerçados numa cultura de medo. A liberdade é posta em causa. Muitos erroneamente restringem o espectro de liberdade apenas à liberdade de expressão. Ela, porém, é muito mais do que isso.

Quando concedem isenções nas portagens apenas aos detentores de chips tiram-nos liberdade. Quando são retirados apoios sociais, e a saúde e educação estão dependentes das condições económicas individuais a liberdade restringe-se. Os cidadãos não são mais livres, ficam dependentes dos patrões. O emprego, cada vez mais, é visto como uma benesse destes que, no alto da sua magnanimidade, pagam o ordenado mínimo, sendo que, muitas vezes, nem isso se os "colaboradores" forem "prestadores de serviços".

Nada é inevitável a não ser a morte. O Mundo é feito de pessoas, por pessoas e para as pessoas. É altura de lutar!

publicado por CRG às 13:04 | link do post | comentar
Segunda-feira, 18.10.10

E agora uma notícia não relacionada com o post anterior

publicado por CRG às 18:49 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Benfica homenageia mineiros do Chile

O Benfica homenageou hoje os 33 mineiros chilenos que estiveram mais de dois meses encurralados no interior de uma mina, numa cerimónia em que esteve presente o presidente “encarnado” e o embaixador do Chile.

 

Faz todo o sentido uma vez que existe uma forte afinidade entre mineiros e o clube encarnado. Ambos têm nos túneis o seu ganha-pão.

publicado por CRG às 17:14 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sexta-feira, 15.10.10

Sentada/esplanar contra as corridas/ marchas

 

Realiza-se no dia 7 de Novembro de 2010 pelas 09h00, na Cidade do Porto, com sentadas no Palácio de Cristal, o tempo máximo de duração desta prova é de 6 horas, sendo que às 15:00 horas será a hora limite para que termine a sentada. Esta sentada tenta sensibilizar a sociedade contra o flagelo da proliferação de corridas/caminhadas contra (blank).

 

Para participar não é necessário preencher nenhum formulário nem pagar qualquer inscrição: basta aparecer! E, ao contrário destas corridas/caminhadas, a sentada não vai ser patrocinada por multinacionais pelo que não haverá, infelizmente, t-shirts nem bonés promocionais.

 

Ao mesmo tempo, vai realizar-se, especialmente para os miúdos, a mini-sentada, o que corresponde a um ratio de 30s sentado a 3 horas de saltos, correrias e gritos.

 

- "Vamos lutar contra as corridas de fim-de-semana de manhã!"

 

- "Deixem-nos dormir em paz e sem pesos na consciência!"

 

- "Passa a mini!"

 

Serão algumas das palavras de ordem desta sentada.

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Quinta-feira, 14.10.10

BD - Dois Olhares

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Quarta-feira, 13.10.10

Ortigões - "Pés Quentes"

publicado por CRG às 19:16 | link do post | comentar
Terça-feira, 12.10.10

Pressões dos EUA?

Henry David Thoreau disse: "Under a government which imprisons any unjustly, the true place for a just man is also a prison". Liu Xiabao foi condenado a 11 anos de prisão por ter sido o principal redactor do manifesto "Carta 08":

 

Este ano é o 100.º aniversário da Constituição Chinesa, o 60.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o 30.º aniversário do Muro da Democracia e o 10.º ano desde que a China assinou a Convenção Internacional dos Direitos Civis e Políticos. Depois de experimentar um prolongado período de desastres dos direitos humanos e uma tortuosa luta e resistência, os cidadãos chineses estão cada vez mais e com maior clareza reconhecendo que a liberdade, igualdade e direitos humanos são valores universais comuns compartilhados por toda a humanidade, e que a democracia, a república e o constitucionalismo constituem o arcabouço estrutural básico da governança moderna. Uma "modernização" ausente destes valores universais e deste arcabouço político é um processo desastroso que priva os homens de seus direitos, corrói a natureza humana e destrói a sua dignidade. Para onde a China se encaminhará no século XXI? Continuará uma "modernização" sob este tipo de autoritarismo? Ou reconhecerá os valores universais, assimilados em comum nas nações civilizadas e construirá um sistema político democrático? Esta é uma decisão fundamental fundamental que não pode ser evitada.

Afirmar que Liu Xiabao não fez nada merecedor do prémio quando por mais de 20 anos lutou por direitos fundamentais pacificamente e que por essa luta foi, por diversas vezes, preso é inefável.

 

Relativamente às pressões dos EUA, o PCP parece o SLB mas em vez de acusar o FCP de todos os males acusa os EUA. Liu foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 2010 por Václav Havel, o décimo-quarto Dalai LamaAndré GlucksmannVartan GregorianMike MooreKarel SchwarzenbergDesmond TutuGrigory Yavlinsky, que, como de certo sabes, são todos perigosos imperialistas.

Acresce que não faz sentido, a história comprova isso, os EUA quererem uma China democrática. Uma China autocrática é um muito melhor parceiro comercial. Nem vou falar das divisas americanas que a China comprou e continua a comprar permitindo o financiamento dos EUA.

 

Finalizando, que tipo de pressões sofreram o painel de noruegueses para que fossem obrigados a entregar o Nobel da Paz ao dissidente chinês? Não compravam mais bacalhau? Um dos países mais ricos do Mundo, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, sofreram pressões dos EUA? Os mesmos que sofreram pressões para atribuir o Nobel a Al Gore quando o presidente dos EUA era Bush, um acérrimo defensor do aquecimento global, aposto!

E que pressões sofreram os Repórteres sem Fronteiras quando em 2004 lhe entregaram o prémio Fondation de France, por defender a liberdade de imprensa.

 

Os prémios Nobel da Paz nem sempre fazem sentido, concordo. O atribuído ao Obama foi uma aberração. Mas daí a ser efectuada a acusação que o PCP fez é tentar esconder a realidade, retira credibilidade ao PCP e, não percebo, como se pode concordar com tal comunicado.

 

PS: Quanto à afirmação que atribuis ao Liu apenas digo que todos têm frases infelizes da mesma forma que Partidos têm comunicados infelizes!

 

 

 

publicado por CRG às 10:52 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Da paz?

Ao contrário do camarada de blog CRG, estou de acordo com o comunicado do PCP sobre o nobel da paz. O comunicado não fala sobre se a China é ou não comunista, apenas diz que o nobel corresponde a "pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China". Concordo plenamente. Independentemente do que penso ou deixo de pensar da China, concordo com a afirmação. E olhe-se para trás, para Obama, Al Gore ou Shirin Ebadi, e vê-se como anda o nobel da paz. Já para não falar que o premiado, Liu Xiaobo, tem aquelas afirmações polémicas de que o que a China precisa é de 300 anos de colonialismo. Ou seja, o homem pode estar injustamente preso, pode ser vítima da ditadura, pode ser tudo o que quiserem. Mas nobel da paz? Porquê?

publicado por JSP às 01:55 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 11.10.10

Bico Calado

Num curto comunicado enviado hoje às redacções, e divulgado “face a solicitações de vários órgãos de comunicação social”, o gabinete de imprensa do PCP defende que a atribuição do Nobel a Liu Xiaobo é “inseparável das pressões económicas e políticas dos EUA à República Popular da China”.

 

Camaradas, lá porque alguém apregoa o comunismo não quer dizer que não esteja a dizer coisas à toa, sim? E quando olho para este comunicado vejo um oftalmologista que me atira areia aos olhos e que tem poeira na vista.

 

 

Nota: Livre adaptação de letra de Sérgio Godinho.

música: Bico Calado - Sérgio Godinho
publicado por CRG às 16:50 | link do post | comentar
Sábado, 09.10.10

Parabéns, John

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Sexta-feira, 08.10.10

18 anos

Quando a televisão privada surgiu em Portugal trouxe a esperança de tornar o país mais liberal, mais plural. Trouxe a esperança de melhorar a qualidade. A esperança de alternativa sólida à RTP. E quando as emissões se iniciaram, foi mesmo isso que trouxe, foi uma lufada de ar fresco. Mas infelizmente isso rapidamente mudou. Hoje a SIC representa o pior da televisão. A SIC foi, e é, responsável pelo piorar constante da qualidade televisiva. A SIC foi responsável por uma baixa de preços no mercado e, consequentemente, uma pior qualidade de produtos. A SIC é a voz do PSD. A SIC não é independente. A SIC está a fazer mal à nossa democracia. Longe vão os tempos em que, ao ver as imagens do link do youtube, dizia-se : Viva a tv privada em Portugal!

 

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publicado por JSP às 13:07 | link do post | comentar | ver comentários (3)

República

 

A Comissão Nacional para as comemorações do centenário da República teve uma tarefa complicada: justificar a comemoração, e suas despesas, numa altura em que as instituições e economia estão em crise.

 

 

De facto, quando vemos os nossos lideres políticos a comportarem-se como os miúdos d' "O Senhor das Moscas" a tentarem apaziguar a Besta dos mercados com medidas de austeridade, torna-se difícil ficar entusiasmado com a República.

 

Faltou, porém, nestas comemorações discutir a ideia de coisa pública e, sobretudo, a ideia de sociedade.

 

A instauração da República francesa é o marco histórico que finaliza o Antigo Regime, que destruiu a ideia de uma estratificação estática da sociedade.

O individuo nasceu. As pessoas deixaram de serem vistas pelo prisma da classe (povo, nobreza, clero) a que pertencem. Iniciou-se o longo caminho da igualdade, da igualdade perante a lei e perante outros.

 

No entanto, este parto não se fez sem dores: as angústias individuais - o conflito entre a multiplicidade infinita de possibilidades e os limites de cada um -, a necessidade de pertença, a anomia. Desde essa altura que se tem assistido a um exacerbamento do culto do indivíduo, romperam-se os laços comunitários e de solidariedade. O resultado é uma sociedade mais egoísta.

 

E é precisamente em tempos de crise que o egoísmo é mais extremo e o "outro" é o alvo primordial. Sucede que na sociedade actual a inexistência destes laços todos são os "outros". Neste paradigma a União Europeia é posta em causa, a unidade de alguns países também o é (Bélgica). Haverá futuro numa organização baseada na solidariedade e união de povos? Enquanto isso a sombra de extrema-direita paira sobre toda a Europa alcançando um cada vez maior protagonismo.

 

Por esta banda discute-se as vantagens do princípio utilizador-pagador. De acordo com este princípio seriam os marinheiros a pagar o preço dos submarinos. Ultrapassada esta hipérbole, dá gozo ouvir os defensores deste princípio contar que não consegue entender como é que ele, felizmente tendo posses, paga uma ninharia pelo exemplar serviço hospitalar que usufruiu. Aqui vai uma ideia maluca: façam uma doação! A sério é possível e aposto que o Hospital agradece.

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Segunda-feira, 04.10.10

Letargia

Hoje, está complicado trabalhar. Vêspera de feriado e depressão pós concerto U2 unidos, é pior que a união entre a CGTP e a UGT.

publicado por CRG às 17:55 | link do post | comentar

U2

Vi o FC Porto a ganhar a liga dos campeões e já assisti a um concerto dos U2 ao vivo, agora já posso morrer em paz!

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publicado por CRG às 16:56 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 01.10.10

Thunder Road by Nick Hornby

I can remember listening to this song and loving it in 1975; I can remember listening to this song and loving it almost as much quite recently, a few months ago. (And, yes, I was in a car, although I probably wasn't driving, and I certainly wasn't driving down any turnpike or highway or freeway, and the wind wasn't blowing through my hair, because I possess neither a convertible nor hair. It's not that version of Springsteen.) So I've loved this song for a quarter of a century now, and I've heard it more than anything else, with the possible exception of . . . Who am I kidding? There are no other contenders. See, what I was going to do there was soften the blow, slip in something black and/or cool (possibly 'Let's Get It On', which I think is the best pop record ever made, and which would easily make it into my top 20 most-played songs list, but not at number 2. Number 2 -- and I'm trying to be honest here -- would probably be something like '(White Man) In Hammersmith Palais' by The Clash, but it would be way, way behind. Let's say I've played 'Thunder Road' 1,500 times (just over once a week for twenty-five years, which sounds about right, if one takes into account the repeat plays in the first couple of years); '(White Man) . . .' would have clocked up something like 500 plays. In other words, there's no real competition.

It's weird to me how 'Thunder Road' has survived when so many other, arguably better songs -- 'Maggie May', 'Hey Jude', 'God Save The Queen', 'Stir It Up', 'So Tired of Being Alone', 'You're A Big Girl Now' -- have become less compelling as I've got older. It's not as if I can't see the flaws: 'Thunder Road' is overwrought, both lyrically (as Prefab Sprout pointed out, there's more to life than cars and girls, and surely the word 'redemption' is to be avoided like the plague when you're writing songs about redemption) and musically -- after all, this four and three-quarter minutes provided Jim Steinman and Meatloaf with a whole career. It's also po-faced, in a way that Springsteen himself isn't, and if the doomed romanticism wasn't corny in 1975, then it certainly is now.

But sometimes, very occasionally, songs and books and films and pictures express who you are, perfectly. And they don't do this in words or images, necessarily; the connection is a lot less direct and more complicated than that. When I was first beginning to write seriously, I read Anne Tyler's Dinner at the Homesick Restaurant, and suddenly knew what I was, and what I wanted to be, for better or for worse. It's a process something like falling in love. You don't necessarily choose the best person, or the wisest, or the most beautiful; there's something else going on. There was a part of me that would rather have fallen for Updike, or Kerouac, or DeLillo -- for someone masculine, at least, maybe somebody a little more opaque, and certainly someone who uses more swear-words -- and, though I have admired those writers, at various stages in my life, admiration is a very different thing from the kind of transference I'm talking about. I'm talking about understanding -- or at least feeling like I understand -- every artistic decision, every impulse, the soul of both the work and its creator. 'This is me,' I wanted to say when I read Tyler's rich, sad, lovely novel. 'I'm not a character, I'm nothing like the author, I haven't had the experiences she writes about. But even so, this is what I feel like, inside. This is what I would sound like, if ever I were to find a voice.' And I did find a voice, eventually, and it was mine, not hers; but nevertheless, so powerful was the process of identification that I still don't feel as though I've expressed myself as well, as completely, as Tyler did on my behalf then.

So, even though I'm not American, no longer young, hate cars, and can recognize why so many people find Springsteen bombastic and histrionic (but not why they find him macho or jingoistic or dumb -- that kind of ignorant judgement has plagued Springsteen for a huge part of his career, and is made by smart people who are actually a lot dumber than he has ever been), 'Thunder Road' somehow manages to speak for me. This is partly -- and perhaps shamingly -- because a lot of Springsteen's songs from this period are about becoming famous, or at least achieving some kind of public validation through his art: what else are we supposed to think when the last line of the song is 'I'm pulling out of here to win', other than that he has won, simply by virtue of playing the song, night after night after night, to an ever-increasing crowd of people? (And what else are we supposed to think when in 'Rosalita' he sings, with a touching, funny and innocent glee, 'Cos the record company, Rosie, just gave me a big advance', other than that the record company has just given him a big advance?) It's never objectionable or obnoxious, this dream of fame, because it derives from a restless and uncontrollable artistic urge -- he knows he has talent to burn, and the proper reward for this, he seems to suggest, would be the financial wherewithal to fulfil it -- rather than an interest in celebrity for its own sake. Hosting a TV quiz show, or assassinating a president, wouldn't scratch the itch at all.

And, of course -- don't let anyone tell you otherwise -- if you have dreams of becoming a writer, then there are murky, mucky visions of fame attached to these dreams too; 'Thunder Road' was my answer to every rejection letter I received, and every doubt expressed by friends or relatives. They lived in towns for losers, I told myself, and I, like Bruce, was pulling out of there to win. (These towns, incidentally, were Cambridge -- full of loser doctors and lawyers and academics -- and London -- full of loser successes of every description -- but never mind. This was the material I had to work with, and work with it I did.)

It helped a great deal that, as time went by, and there was no sign of me pulling out of anywhere to do anything very much, and certainly not with the speed implied in the song, 'Thunder Road' made reference to age, thus accommodating this lack of forward momentum. 'So you're scared and you're thinking that maybe we ain't that young any more', Bruce sang, and that line worked for me even when I had begun to doubt whether there was any magic in the night: I continued thinking I wasn't that young any more for a long, long time -- decades, in fact -- and even today I choose to interpret it as a wistful observation of middle age, rather than the sharp fear that comes on in late youth.

It also helped that, some time in the early to mid-eighties, I came across another version of the song, a bootleg studio recording of Springsteen alone with an acoustic guitar (it's on War And Roses, the Born To Run out-takes bootleg); he reimagines 'Thunder Road' as a haunting, exhausted hymn to the past, to lost love and missed opportunities and self-delusion and bad luck and failure, and that worked pretty well for me, too. In fact, when I try to hear that last line of the song in my head, it's the acoustic version that comes first. It's slow, and mournful, and utterly convincing: an artist who can persuade you of the truth of what he is singing with either version is an artist who is capable of an awful lot.

There are other bootleg versions that I play and love. One of the great things about the song as it appears on Born To Run is that those first few bars, on wheezy harmonica and achingly pretty piano, actually sound like they refer to something that has already happened before the beginning of the record, something momentous and sad but not destructive of all hope; as 'Thunder Road' is the first track on side one of Born To Run, the album begins, in effect, with its own closing credits. In performance at the end of the seventies, during the Darkness on the Edge of Town tour, Springsteen maximized this effect by seguing into 'Thunder Road' out of one of his bleakest, most desperate songs, 'Racing In The Street', and the harmonica that marks the transformation of one song into the other feels like a sudden and glorious hint of spring after a long, withering winter. On the bootlegs of those seventies shows, 'Thunder Road' can finally provide the salvation that its position on Born To Run denied it.

Maybe the reason 'Thunder Road' has sustained for me is that, despite its energy and volume and fast cars and hair, it somehow manages to sound elegiac, and the older I get the more I can hear that. When it comes down to it, I suppose that I too believe that life is momentous and sad but not destructive of all hope, and maybe that makes me a self-dramatizing depressive, or maybe it makes me a happy idiot, but either way 'Thunder Road' knows how I feel and who I am, and that, in the end, is one of the consolations of art.

Postscript
A few years ago, I started to sell a lot of books, at first only in the UK, and then later in other countries too, and to my intense bewilderment found that I had somehow become part of the literary and cultural mainstream. It wasn't something I had expected, or was prepared for. Although I could see no reason why anyone would feel excluded from my work -- it wasn't like it was difficult, or experimental -- my books still seemed to me to be quirky and small-scale. But suddenly all sorts of people, people I didn't know or like or respect, had opinions about me and my work, which overnight seemed to go from being fresh and original to clichéd and ubiquitous, without a word of it having changed. And I was shown this horrible reflection of myself and what I did, a funfair hall-of-mirrors reflection, all squidged-up and distorted -- me, but not me. It wasn't like I was given a particularly hard time, and certainly other people, some of whom I know, have experienced much worse. But even so, it becomes in those circumstances very hard to hang on to the idea of what you want to do.

And yet Springsteen somehow managed to find a way through. His name is still taken in vain frequently (a year or so ago I read a newspaper piece attacking Tony Blair for his love of Bruce, an indication, apparently, of the Prime Minister's incorrigible philistinism), and for some, the hall-of-mirrors reflection is the only Springsteen they can see. He went from being rock 'n' roll future to a lumpy, flag-waving, stadium-rocking meathead in the space of a few months, again with nothing much having changed, beyond the level of his popularity. Anyway, his strength of purpose, and the way he has survived the assault on his sense of self, seem to me exemplary; sometimes it's hard to remember that a lot of people liking what you do doesn't necessarily mean that what you do is of no value whatsoever. Indeed, sometimes it might even suggest the opposite.

música: Thunder Road - Bruce Springsteen
publicado por CRG às 10:50 | link do post | comentar

Do visual. (actualizado) (x2)

Escolher um template para o blog é como ver a sic notícias todos os dias. As caras mudam mas ouve-se sempre o mesmo.

Sabia que queria um template em branco. E depois de ver vários onde todos parecem iguais cheguei a uma conclusão: sapo, pá, trata de arranjar templates decentes.

 


 

Outra coisa irritante é a colocação de imagens. Dantes era possível redimensionar as fotos vindas de um url. Agora não? Vamos levar o blog para o blogger ou wordpress?

 

A Heidi Klum deixou de fazer parte da women's secret. E eu também queria colocar uma menina no blog...

 

 

1) Reparei agora que algumas imagens e vídeos do youtube foram cortados neste novo template. Ai!

 

2) Solucionado. Mas enfim, pouco prático sapo.

publicado por JSP às 01:48 | link do post | comentar

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