Segunda-feira, 27.09.10

Carta aberta à raça humana

Olá!

Tudo bem?

A maior parte não me conhece, e, sinceramente, eu também não anseio conhece-los: depois era impossível aceder ao Facebook, aviar 6 mil milhões de pedidos de amizade, parecendo que não, era complicado e insustentável.

Apesar disso, tomei a liberdade de vos escrever.

No início de Outubro, como decerto alguns de vós sabeis, os U2 vão estar em Coimbra para dois concertos. Acontece que, apesar de ter efectuado diversas diligências nesse sentido, não consegui obter o almejado bilhete pelo que não poder estar presente (podem aproveitar este momento para sentir um nadinha pena de mim, mas nada de fanfarronice por terem bilhetes e eu não).

Assim, agradecia que durante os próximos dias não falassem sobre este evento. Não quero ouvir frases como: "sabes onde vou Sábado? Ver U2 ehehe!"; "Tenho um amigo que quer vender bilhetes dos U2 por € 300, estás interessado?"; "Que grande concerto no Sábado, devias ter ido?". Nada! Pode ser?

Agradecia, igualmente, que os nossos queridos jornalistas passassem ao lado deste evento e que não publicassem qualquer facto noticioso que possa ser relacionado aos aludidos concertos. Isso incluí qualquer referência a Coimbra, ao número 2, à letra U, concerto, etc...acho que já perceberam a ideia.

E é isto, obrigado pessoal!

Cumprimentos,

CRG

 

PS: Aproveito esta ocasião para enviar umas palavrinhas especiais para o médio oriente: e se fizessem as pazes?

 


publicado por CRG às 17:37 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 23.09.10

Indignação (parte 2)

De acordo com a Federação Portuguesa de Atletismo o Futebol Clube do Porto não podia contratar esta atleta...

 

Mas esta já podia...

 

 

PS: Os meus queridos leitores julgaram encontrar aqui um erro crasso porquanto a atleta referenciada como podendo ser contratada pela secção de atletismo do Futebol Clube do Porto pratica triatlo. Ora, esta modalidade, como é óbvio, encontra-se sob a égide da Federação Portuguesa de Triatlo, não tendo qualquer relação com a Federação Portuguesa de Atletismo.

No entanto, esta comparação foi propositada para comprovar como a medida da FPA é perfeitamente irracional: até é possível proceder à contratação de uma atleta de triatlo desde que esta tenha nacionalidade portuguesa!

publicado por CRG às 10:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 22.09.10

Palavrões

 

Ao ler esta noticia lembrei-me deste episódio do Blackadder (reparem no Dr. House).
J: Ah, I see you've underlined a few:`bloomers';`bottom'; `burp'; `fart'; `fiddle'; `fornicate'? 
G: Well... 
J: Sir! I hope you're not using the first English dictionary to look up rude words! 
E: I wouldn't be too hopeful; that's what all the other ones will be used for.

 

publicado por CRG às 18:40 | link do post | comentar

Indignação

A decisão de Sarkozy de expulsar ciganos do território francês foi alvo de uma enorme indignação por toda a Europa, tendo sido escritos inúmero artigos, comentários, proferiram-se discursos e, de acordo com algumas fontes, chegou até a existir uma discussão acalorada entre Durão Barroso e o Presidente Francês.

 

Espero que esta indignação se alastre relativamente à decisão discriminatória da Federação Portuguesa de Atletismo que impediu, entre outras, esta atleta, campeão europeia de salto em cumprimento, de competir pelo Futebol Clube do Porto.

 

publicado por CRG às 11:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 20.09.10

Aviso à Navegação

"People who are in romantic relationships - instead of having the typical five [individuals] on average, they only have four in that circle," explained Robin Dunbar, a professor of evolutionary anthropology at Oxford.

"And bearing in mind that one of those is the new person that's come into your life, it means you've had to give up two others."

publicado por CRG às 18:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 16.09.10

This be the verse

Durante um jantar, entre amigos, em Aveiro lembrei-me deste poema do ganda maluco Philip Larkin:

 

They fuck you up, your mum and dad.
They may not mean to, but they do.
They fill you with the faults they had
And add some extra, just for you.

But they were fucked up in their turn
By fools in old-style hats and coats,
Who half the time were soppy-stern
And half at one another's throats.

Man hands on misery to man.
It deepens like a coastal shelf.
Get out as early as you can,
And don't have any kids yourself.

publicado por CRG às 17:32 | link do post | comentar

BD - Dois olhares

publicado por CRG às 12:19 | link do post | comentar
Segunda-feira, 13.09.10

BD - dois olhares

publicado por CRG às 13:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 12.09.10

Show de bola

 

Pior do que não ter visto o jogo entre Porto e Braga foi ouvir incessantemente que foi, sem dúvida, o "melhor jogo da temporada" e que "não se vai voltar a ver um jogo daqueles durante algum tempo". E pior, ainda, é ter tido um bilhete grátis para assistir ao jogo junto com a nossa tribo, no local de culto e ter que faltar devido a um inoportuno casamento. Ao menos as chamuças eram boas!

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publicado por CRG às 15:39 | link do post | comentar
Quinta-feira, 09.09.10

Bom dia o car@lho!

Admiro todos aqueles que acordam cedo, (qualquer hora antes das 9h), para pôr este país a funcionar.
publicado por JSP às 17:15 | link do post | comentar
Terça-feira, 07.09.10

Talk to me now...

publicado por CRG às 23:46 | link do post | comentar
Segunda-feira, 06.09.10

Eles comem tudo...

A Administração Pública Central (Governo ou institutos públicos, por exemplo) vai receber 177,7 milhões de euros de fundos europeus para financiar a sua modernização. O dinheiro foi dado por Bruxelas às regiões mais pobres (Norte, Centro e Alentejo), mas é Lisboa quem mais beneficia, ao abrigo de uma excepção à regra negociada entre o Governo e a União Europeia, conhecido como o efeito "spill-over", ou efeito difusor (....).


Lisboa recebe verbas por duas vias, diz o Observatório do QREN, o envelope de fundos estruturais: primeiro, através de projectos interpostos por exemplo por direcções-gerais ou institutos públicos, a executar só na capital - o que renderá 109 milhões de euros; segundo, de candidaturas em conjunto com as regiões pobres, pelo que irá ter 28 milhões - mais de metade do aprovado, conclui-se a partir do relatório de execução de 2009 do Compete, o programa financiador. No total, Lisboa receberá 137 milhões de euros - três quartos das aprovações.

 


A certa altura, no famoso ensaio de Phillip Blond de 2009, publicado na revista Prospect, surge uma frase referindo-se a Inglaterra que descreve igualmente na perfeição Portugal: a bi-polar nation, a bureaucratic, centralised state that presides dysfunctionally over an increasingly fragmented, disempowered and isolated citizenry.

 

Para além dos problemas conjunturais que padecemos (um governo que não governa e uma oposição expectante) existem uma série de questões estruturais que nos conduziram até aqui. A principal talvez seja a desconfiança. A desconfiança entre o Estado e contribuintes, entre eleitores e eleitos, poder central e local. A forma como é resolvida esta desconfiança varia entre as diversas relações mas possuem um ponto comum: todas as soluções escolhidas são perniciosas.

 

Usando apenas como exemplo a relação entre o poder central e local verifica-se que existe uma enorme relutância na delegação de poderes, na responsabilização das instituições locais. Desta forma, são constituídas estruturas faraónicas, de uma enorme complexidade, para gerir sistemas nacionais em vez de se optar por algo local, mais pequeno, fornecendo-se para esse efeito linhas gerais de modo a permitirem a sua adaptação às condições próprias de cada situação. Aliás, em todo o lado assiste-se a este fascínio a que eu chamaria de "complexo guiness", um fascínio pelo "maior da Europa", "o mais complexo", nunca nos limitamos simplesmente a fazer algo sem a adjectivar.

 

A descentralização já deixou de ser há muito uma opção política, é, neste momento, uma necessidade. Voltando a Blond, "London—which sucks all the talent and money from the rest of the country into the overheated south east, leaving everywhere else a mere backwater.", substituindo "London" por Lisboa a frase mantêm todo o seu significado. A única forma de combater a globalização é através do "local", e transformar o "individual" em "relações comunitárias".

 

Infelizmente, a agenda e discurso político está demasiado concentrado no imediato, para que exista um diálogo público sobre estas questões mas essa exigência terá que partir de nós, eleitores. Porque também nós desconfiamos dos eleitos e por isso não os responsabilizamos. É hora de exigirmos uma discussão pública franca e clara sobre uma real e verdadeira descentralização do Estado que poderá passar ou não por regionalizar. A única certeza, porém, é que a centralização é um caminho sem saída.

música: Vampiros - Zeca Afonso
publicado por CRG às 11:48 | link do post | comentar

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