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Faz hoje 106 anos que reabriu a Universidade de Coimbra, mandada encerrar pelo governo, a 14 de Março de 1903, na sequência da famosa "Revolta do Grelo". Nos dias 8, 9 e 10 de Março de 1903 os fiscais de contribuições exigiram o pagamento do novo ‘imposto de selo’, no valor de 1.300 réis, e, a 11 de Março, as vendedeiras de hortaliça, no Mercado de D. Pedro V, iniciaram uma greve que se estendeu a outros sectores da cidade: indústria, comércio e universidade. Não obstante terem ocorrido fuzilamentos perante a ordem de encerramento da universidade e da intimação a que todos os que não tivessem família na cidade, saíssem de Coimbra no prazo de 24 horas, os estudantes, a 14 de Março, em Assembleia Geral, afirmaram a sua permanência e a continuidade das manifestações de desagrado perante uma lei considerada injusta. Cantou-se ‘A Portuguesa’ e foram feitas aclamações à República. O 'grelo' passou a ser usado pelos estudantes como insígnia da Revolta de 1903 e é ainda hoje usado nas pastas académicas pelos estudantes ‘grelados’.

 

Recentemente, no Porto, as vendedeiras do mercado do Bolhão fizeram uma manifestação, mas nada disso envolveu estudantes universitários, aliás, nos dias que correm, parece que nada envolve estudantes universitários excepto: escândalos pontuais nas ditas ‘praxes’ e complexos turísticos vandalizados. Interrogo-me se as diferenças sociológicas serão o suficiente para explicar isto ou se os guardiões da tradição e dos costumes dos estudantes que ainda usam o ‘grelo’ se terão esquecido do seu significado.

publicado por ainquietudedesofia às 18:51 | link do post | comentar