E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil

A minha raiz tripeira não só me faz olhar para o insulto com alguma bonomia como chega a elevar um bom impropério a arte. E, neste aspecto, nada chega aos pés de um toast efectuado pelo grande Don Rickles.

 

Em Portugal, porém, existe um medo congénito do rídiculo, um receio de ser gozado. Já no "Poema em linha recta", Fernando Pessoa questionava Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 

 

Inseguros, sobretudo os políticos, levam-se demasiado a sério, temerários das aparências, o que é, na falta de conteúdo, aquilo que sobeja.

publicado por CRG às 16:31 | link do post | comentar