Mr. CRG went to Brussels (parte 3)

 

Há urgência de soluções, mas haverá soluções? Não, no sentido de uma solução única e definitiva.

 

Em primeiro lugar, num sistema vivo e complexo como uma sociedade não há um fim da história. Nem a sociedade pode ser tratada como um projecto de engenharia à espera de uma resolução rumo a uma utopia. Existe, sim, uma infinitude de tentativa de respostas perante o eterno devir de problemas e desafios; será sempre uma construção inacabada.

 

Aliás esta dúvida metódica e incerteza é o que origina a atracção pelo populismo e sebastianismo e, no sentido mais individual, a compra de fármacos milagrosos. 

 

Em segundo lugar, a superação da crise ou de um problema depende de vários factores endógenos e exógenos. Nunca poderá ser reduzido a uma acção ou omissão, da mesma forma que é duvidoso que o New Deal tivesse relançado a economia dos EUA sem o impulso dado pela 2ª Guerra Mundial ou que a diminuição da taxa de criminalidade em Nova Iorque seja a consequência directa da implementação da teoria das janelas partidas.

 

Esta percepção dos limites não é impeditiva de actuação, apenas reforça a sua prudência e adequação, que é o que mais tem faltado na resposta à presente crise.

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publicado por CRG às 12:01 | link do post | comentar