Mr. CRG went to Brussels (parte 2)

A ânsia de discutir revela a urgência de soluções, cujo caminho, porém, difere em razão da nacionalidade de cada um: enquanto que os portugueses desejam alterar "Bruxelas" para que essa mudança se reflicta na política portuguesa; os alemães esperam ganhar votos localmente de forma a mudar "Bruxelas".

 

O problema é que ambas visões estão correctas. Para alterar a política local os cidadãos portugueses esperam que haja uma nova política europeia, que por sua vez está dependente da vontade dos governos alemães. Deste modo, verifica-se que a perca de parte da soberania de Portugal não foi transferida, como nos foi vendida, para a entidade supranacional "União Europeia", mas reside no arbítrio do eleitor alemão, que legitimamente escolhe segundo o seu interesse pessoal.

 

Será possível a manutenção de uma união de estados nestes termos? Será viável pedir a um estado que voluntariamente ceda poder e soberania?

 

tags: ,
publicado por CRG às 11:24 | link do post | comentar