Samizdat (Parte 2)

Movimento aparente, a ilusão de óptica do qual o cinema depende para existir, consiste numa série de sucessão rápida de imagens estáticas que criam a ilusão de movimento.

 

Ora, da ausência de política e da verdadeira democracia poderia levar à ideia conspirativa que existe um poder oculto, que decide, provavelmente reunidos numa cave escura, os destinos do mundo - uma ilusão. Se nem o cartel de lâmpadas eléctricas - Cartel Phoebus - durou mais do que quinze anos é improvável, para não dizer impossível, a existência deste poder nas sombras.

 

O que existe é um sistema que prospera numa espécie de automatismo cego. Um sistema que vive para si no qual a economia e a finança deixam de ser um instrumento de melhoria das condições de vida e são um fim em si mesmo.

 

O sistema encontra-se de tal forma enraizado que a mera sugestão de alguma relativização da importância da economia e equilíbrio é visto como um ataque intolerável ao próprio capitalismo.

 

- Samizdat (Parte 1)

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publicado por CRG às 12:40 | link do post | comentar