Isto anda tudo ligado ou sugestão de leitura antes de adormecer.

Conheci na primeira classe aquele que iria ser um grande amigo meu, vamos chamá-lo Dromedário. O Dromedário andou comigo até ao nono ano na mesma turma e na mesma escola até ao 12º. No décimo mudei para um agrupamento que não o dele e conheci o companheiro de blog, o CRG. Foi com o CRG que comprei a Aparição na feira do livro do Porto. Não tinha por hábito ler os livros obrigatórios do secundário, sempre me irritou a obrigatoriedade. Mas a Aparição foi lida em duas tardes. Nunca tinha devorado um livro daquela maneira.

Estou a dizer isto à nossa professora de Latim (professora essa que era a Dromedário, mãe do Dromedário) e ela recomenda-me o Cartas a Sandra. Empresta-me o livro e mais um vez é devorado em pouco tempo. Chegado ao fim deste livro, era obrigatório ler o Para Sempre. O Cartas era a conclusão deste. E o Para Sempre marcou-me. Como mais nenhum até então. Chorei, fiquei perturbado, não pensei noutra coisa durante semanas. Depois deu-se a loucura e comprei e li todos os livros do Vergílio Ferreira.

Os anos passam e na faculdade empresto o livro a uma amiga minha. Fico anos sem ver o livro. E de repente, no facebook, um amigo meu que só conheço graças ao CRG, vamos chamá-lo Oregãos, escreve no seu perfil um texto do Vergílio Ferreira. Isto dois dias antes do aniversário da minha amiga que tinha o meu livro.

Enfim, tudo isto para dizer que o livro está de volta à minha mesinha de cabeceira, que é um bom livro, leiam-no, e pronto, estou de volta ao mundo do Vergílio. E em seguida vou passá-lo à minha companheira, vamos chamá-la Diminutivo, que antes de me conhecer andou na faculdade com o CRG. E não, não foi o CRG que nos apresentou.

 

publicado por JSP às 01:17 | link do post | comentar